Monday, October 29, 2007

justiça poética


as mesmas palavras que conquistam o amor, separam-no.
palavras como para sempre, insubstituível, a primeira vista, não há ninguém igual a você, acabam por ser repetidas, em maior ou menor intensidade, para outros que em maior ou menor intensidade a repetirão para nós ou para outros.
o amor tão bem expresso em palavras não nasceu para promessas. as promessas ou juras de amor são um convite à sua negação.
o amor caladinho, mudo de nascença, acaba falando mais alto. e sem ter que prometer nada a ninguém, nem ser cobrado por isso, fica livre para ficar caladinho em sua sina de ser amor com a intensidade da palavra não dita que dura por isso mesmo uma eternidade até que convencidos disto falamos o que não devíamos.

1 comment:

Andre Calazans said...

Vc escreve bem melhor aqui que nos outros blogs. :))

Abç.