assim sendo a normalidade dos normais é uma verdadeira e fatal monstruosidade. a qual nos acostumamos pela preguiça do hábito. e não pela indulgência que porventura possamos arriscar para com os outros. mas sim para com nós próprios, que gostamos sim, como gostamos, de amar antes o que detestamos, desde que esteja perto de tudo que possa se pensar como contradição, e assim voltar a normalidade recuperada.
viagens,rotas e destinos.pirambeiras,becos e ruelas. atalhos e picadas.portas,pontilhões e ponta-pés. vida trilhada à pele.enfim,um blog que coleciona topadas e joanetes a procura da reflexologia podal.
Wednesday, February 15, 2012
aos circunspectos
assim sendo a normalidade dos normais é uma verdadeira e fatal monstruosidade. a qual nos acostumamos pela preguiça do hábito. e não pela indulgência que porventura possamos arriscar para com os outros. mas sim para com nós próprios, que gostamos sim, como gostamos, de amar antes o que detestamos, desde que esteja perto de tudo que possa se pensar como contradição, e assim voltar a normalidade recuperada.
Tuesday, February 14, 2012
faro fino
![]() |
| photo by isa leshko ( da série animais idosos) originalmente publicado em bompracachorro.blogspot.com |
Monday, February 13, 2012
aula de impostação
não seria de todo tolo então dizer que quem nada diz( e não que diz nada) acaba dizendo tudo.
afinal, o silêncio é tudo quando a fala em excesso é nada mais que isso.
Sunday, February 12, 2012
da falta de tudo ou do tudo em falta
homessa! dirá o incauto e apressadinho contendor: - de que lhe serviria o orgulho se nada tem?
no entanto, perguntaria: que serventia tem o orgulho de quem tudo tem e nada lhe falta, inclusive a própria?
a falta faz uma falta incomensurável quando nos falta. e sofrem por causa dela mais os que tudo tem do que os que nada tem, mesmo tendo a própria tão em excesso.
Saturday, February 11, 2012
não vai dar pro boquete
Friday, February 10, 2012
stand up!
Thursday, February 09, 2012
Wednesday, February 08, 2012
amor descarado
Tuesday, February 07, 2012
questão de dna ou antes fosse
![]() |
| thoreau, para os íntimos |
Monday, February 06, 2012
Sunday, February 05, 2012
pras picas
Saturday, February 04, 2012
coisa de pobre ou deslize reacionário
(deus que tudo assiste, não é assim que dizem os pastores? conclui então que aquele espectro de homem, com braços e pernas em constantes saltirares estroboscóspicos decididamente vai longe - um dia ainda acaba presidente, ventila a possibilidade garatujando no bloco de anotações).
e a vida segue adiante. o menino esfregando melecas na parede lustrando as cerâmicas. o deus dos tornados, que sequer imaginamos em senões assim tão faceiro, dá mais dois passos adiante, cuspindo catarro no tietê para não se mostrar impressionado com a visão de futuro que aquela alma ainda em pimbolim tem da epifania em sociedade.
Friday, February 03, 2012
ante mortem
Thursday, February 02, 2012
o preço das coisas com etiqueta
acho que eu não deveria me preocupar. se alguma coisa vai acontecer com você, acontece, não dá para fazer acontecer. e nunca acontece enquanto você não passa além do ponto em que se importa se acontece ou não. acho que é para seu próprio bem que as coisas acontecem assim, porque depois que você para de querer as coisas é quando ter as coisas não vai mais enlouquecer você. depois que você para de querer as coisas é que você consegue lidar com o fato de ter as coisas. ou antes. mas nunca durante. se você consegue coisas quando realmente queria as coisas, você enlouquece. fica tudo distorcido quando alguma coisa que você realmente quer cai no seu colo. andy warhol
Wednesday, February 01, 2012
absurdamente violento
a violência é uma ferramenta tosca e impraticável. por isso o espírito,
que não conhece a violência, permanece aquém dela: a violência do
espírito é uma vitória de suavidade insuperável.
rilke, carta de 1918 (cartas do poeta sobre a vida).
Monday, January 30, 2012
mamy molico
e eis que mamãe muge da varanda e diz: - meu filho deixa de ser marrento e vem tomar o seu leitinho
Sunday, January 29, 2012
lúcida visão
Saturday, January 28, 2012
receita integral
Friday, January 27, 2012
no topo do calo
Thursday, January 26, 2012
dúbio, o conselheiro 2
não tem erro cara amiga. se na hora de decidir você não tiver opção, com certeza você tomará a decisão correta.
Wednesday, January 25, 2012
dúbio, o conselheiro
Tuesday, January 24, 2012
de uma só fiada
não sou daqueles que perde o amigo mas não perde a piada - sou um péssimo contador de piadas.eu sou é aquele que perde o amigo mas não perde a fiada.
mas ora lá! que amigo é este que se perde por ter a conversa afinada, justamente para não ter conversa fiada?
então chega de conversa mole. e vai passando adiante.
Monday, January 23, 2012
anátema ou ouvido absoluto

tá, tá, já entendi. cristo se deixou crucificar para nos salvar e a estes indivíduos cantantes.
agora: quem salva nossos ouvidos?
![]() |
.
Sunday, January 22, 2012
mulheres ricas
e aqui só multiplicada por duas.
imagine por todo o resto.
é por conta de mulheres iguais a estas que continuamos com um contigente humano cada vez maior abaixo da linha da pobreza.
Saturday, January 21, 2012
Friday, January 20, 2012
a sua metade da laranja(supra-sumo)
Thursday, January 19, 2012
água (rabello) que passarinho não bebe
no twitter do misterwalk (twitter.com/misterwalk)
Wednesday, January 18, 2012
a tautologia é uma merda ou é repetindo que confirmamos o que somos.
tautologia é um vício. e dos piores: o de linguagem. nele a cracolândia é o dia a dia das línguas, ferinas ou eufemistas. é uma espécie de contágio que tanto assola de baixo para cima como de cima para baixo.de letrados, dos mais requintados, espalhafatosos ou afetados, a analfabetos multi, funcionais ou não. pessoas de ambos os sexos(desde quando existem apenas dois sexos, se desde o início na humanidade os sexos são tantos que não cabem em dois? mas isto é outra história).
você, eu, seu pai, sua mãe, o vigário e o vigarista, não se surpreenda se o professor(ainda mais os de agora) manifestarem-se em tal cagada: “subir para cima” ou o “descer para baixo”. “surpresa inesperada” você ser um tal viciado? de repente você começa a lembrar de quantos - inclusive você - estão entregues e confusos ao querer ser mais claros - ou eruditos - borrando-se e ao discurso ao baforar o mesmo conceito ou ideia, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido. existe alguma surpresa esperada? (desculpe ter estragado a sua).e o elo
como você vê caro leitor o vício e os traficantes se espelham e se multiplicam em casa e na escola.justamente dois lugares onde tal maleita não deveria encontrar refúgio.a tautologia é uma merda. é muito pior do que dengue. justamente porque ao repetir-mo-mos confirmamos o que somos. e que por talvez sabe-lo tentamos tautologicamente fugir dos destinos dos qual não escapam uma sociedade sem a menor educação para com as palavras e os conceitos que elas exprimem ou que um dia exprimiram.
Tuesday, January 17, 2012
antenados desgraçados
mais há um fato que chama ainda mais atenção do que a tentativa frustante dos perdidos na meia-idade, e os afogados na terceira, que a todo custo querem ser jovens - e não manter-se jovens, o que de forma alguma é ridículo ou risível mas sim um trabalho de sísifo ante a questão da sobrevivência perdida..
muito pio, e desgraçadamente sem resultado, é quando o jovem tenta ser jovem. ai fudeu!.pois falta-lhes tempo para isso.
como disse picasso, leva-se muito tempo para ser jovem.
o tempo em que se acendem e se apagam as luzes do que não serás.
Monday, January 16, 2012
saúde pública
pensou em Köln - colônia em alemão, a quarta maior cidade da alemanha em termos populacionais? - desculpe a obviedade. mas ratos vivem em colônias.
é ou não é um verdadeiro escárnio tal fermentação ?
Sunday, January 15, 2012
abaixo a ptose, quer dizer acima
beliscou os seios e com as mãos sob as mamas fez um movimento síncrono de levante e arrematou sem titubear: o mundo sem silicone fica muito melhor. e não havia a menor dor de cotovelo ou melhor peito caído nisto. era afirmação pura, sem próteses, com certeza.
Saturday, January 14, 2012
ratos pra piranha
Friday, January 13, 2012
de ponta a cabeça
Wednesday, January 11, 2012
não te disse mateus? que já não basta a cada dia a tua pena?
no dia em que os evangélicos tomarem o poder, pelo qual clamam e oram, ora ora, e não só no brasil, o inferno vai se tornar um paraiso. já o paraíso, vai ser um inferno. daqueles. que vai caracterizar como saudoso o capetoso. aquele dito chifrudo ou chinfroso, como queiram, a quem tanta coisa se lhe atribuem, o que por si só já demonstra do que são, também, capazes os espíritos santos. até porque, pra começar, o coisa ruim, não cobra entrada pro picadeiro. e os coisa boa, em tudo que fazem, convenhamos, sim. porque de um jeito ou de outro, há que se admitir, você vai morrer numa grana como manda o figurino espiritual. seria o caso de dizer, neste caso, que quanto mais morto mais vivo ou o já não bem fazejo vice-versa? agora danou-se: porque quanto maior for seu desejo de frutificar-se financeiramente mais o consignado lhe aperta. também, não me venha com esta de que a conta do capeta (se conta houver) é mais cara. o que absolutamente não é verdade nem meia. ele apenas, como direi, não facilita as prestações, o que é de praxe no negócio da agiotagem das almas, prática em que foi sócio para além da teoria em muitas igrejas. mas vamos ao que interessa, que é o destino do mundo tornado evangélico.
aqui na terrinha brasilis, o que mudaria? perguntariam almas respingadas por suas próprias sombras em desditosa curiosidade, aquela que lhes encafifa o deus ante alguma câmara de segurança que pode ter lhes gravado o mal feito - incluindo a si, bispos, pastores e obreiros - ?
e por isso eu não rezo ou nem por isso.
descongestionante
![]() |
Tuesday, January 10, 2012
na medida inversa do sucesso
Monday, January 09, 2012
nada leve (além do peso de que eu gostaria de ter escrito)
Mais do que as pombas, as minhocas
Ou o cachorro do vizinho.
Pensa só na insanidade
Que é ter:
Primeiro, pesa nos sentidos
E freia a imaginação;
Depois, o medo de perder.
Mais que tudo, a bobagem
Profunda de achar que tens:
Que vínculo é esse, absurdo,
Entre um ser vivo e um
Objeto inanimado?
Tens, por acaso, a tarde, o vento?
Este trecho de terra? Por quê?
Quando falas, ele responde?
Por que terás mais esse anel
Do que o ar, ou o Pão de Açúcar?
Medita um pouco no absurdo
Dessa fantasia que é ter,
Depois pensa que sequer tens
A ti, já que não te dominas.
Começa então a viver
A imensidão desta vida.
nada leves, do roberto marinho de azevedo, rio de janeiro, 1940-2003. jornalista e poeta, tornou-se mais conhecido como crítico gastronômico. sob o pseudônimo de apicius, assinou por 35 anos uma coluna no jornal do brasil( no tempo em que o j.b.era marca de jornal de respeito e não de uísque falsificado) que, acima do gastronômico, era uma aula de escrita com rigor para os admiradores e horror para os diplomas funcionais. só em 2006 sua identidade foi revelada .
Sunday, January 08, 2012
ah! as putas: que saudade das boas e velhas putas
na poltrona dos privilegiados uma indisfarçável periguete olha-me com sorriso matreiro procurando chamar atenção sobre si. não há necessidade mas ela faz questão de encimar-se com sacolas e sacolas que, imagino, são o resultado de compras em sua viagem, o que se confirma loguinho, pois ela apressa-se em informar, ou seria anunciar: "é que fui a miami fazer umas comprinhas", repetindo o sorriso, agora injetado com um desajeitado sentido de superioridade ou distinção.
para encurtar o voo, comprimo a história. sinal dos tempos. as putas de hoje, burguesas ou não, as que podem e as quando podem, vão a miami fazer compras. quando não, ficam ali pelas cataratas, iguaçú como alíbi para o made paraguai, com perfumes e babilaques que as deixarão inesquecíveis pelo mau gosto.
e esta é a diferença dos tempos de agora para os gloriosos tempos de antão: puta que é puta viajava é para paris. nada de miami, orlando, pedro juan caballero(ir ao shopping china, que horror!). paris sim. e assim deveria ser até hoje, que era e é míster do negócio manter o fleugma, a luz, a putaria em grande estilo, sem perder, um e outro, a putaria e o estilo -o que só se conseguia - e se conseguia - por mais tosco que fosse o coronel, em paris. e tudo como manda o figurino. sem deixar de lado suas finalidades precípuas.aliás, putas sem luz só em fim de carreira, não é mesmo? e ainda assim paris ainda seria o melhor destino
mas vá enfiar isto(nas periguetes) em suas cacholas ou melhor sacolas?
decidamente não se fazem, como de resto, putas como antigamente, c'est à dire...
Saturday, January 07, 2012
lavagem cerebral
(twitter do misterwalk: @misterwalk)
Tuesday, January 03, 2012
quase arabesco
Monday, January 02, 2012
francis calendar
Saturday, December 31, 2011
dias melhores( das e de toda uma vida)
Thursday, December 29, 2011
calçada da fama
a cagada de um passarinho: é a vida.
podia ser pior, a de pombo, dizem, é tóxica: é a vida.
e tome caca de cachorro: é a vida.
mais no canto é de gente mesmo: é a vida.
bem em cima de um resto de matinho vagabundo que todas as noites revela singela flor: é a vida.
acertada bem no alto do seu cucuruto(cucuruto da flor) pelo bico, fino, do salto alto do travesti?: é a vida.
que em fuga, quebrou o salto, e logo após o queixo, pra combinar com toda esta violência, pior do que a do espancamento? três ou quatro costelas a chutes de coturno: é a vida, que para piorar hemorragia interna o suficiente para a golfada(sangue é a vida ou é a morte) que colore a flor, o resto de matinho, a caca de gente, a de cachorro, a cagada de passarinho e o cuspe de uma cuspida brônquica.é a vida.
Wednesday, December 28, 2011
cicatrizes de fecho-éclair

2012 à vista(para alguns eternamente a prazo). misterwalk encerra a quase hercúlea tarefa de encerras as malas(antes fossem os malas) que nada mais complicado por insistir em fazê-las como sempre e não da forma e conteúdo simplesmente simples. afinal, se desta vida nada se leva, para que querer levar-e trazer- tantas coisas? numa mala que mal cabe uma laranja e nela queremos transportar o mundo, ou melhor, os mundos, despedaçados por onde andamos? nisto e aquilo algo que também temos culpa ao contribuir de alguma forma para este despedaçamento, mesmo que seja a custa de alguns pedaços de nós mesmos, ainda que incrustados em pedaços de construções outras julgadas à revelia como indespedaçáveis.
acompanhante, daqueles que a cada item tudo pergunta, tudo contesta - isso não, só vai ocupar espaço e aquilo, não vai levar?(ainda bem que ele não vai), pergunta, o que estava demorando? - vai pra onde? fazer o quê? - vou para portugal. vou sofrer.
e antes que o silêncio se torne mais um item a ser embalado sem a régua da necessidade respondo e encerro a conversa como se um acorde de paredes acordasse por sobre o frio da sua e das nossas colunas: que lugar, senão portugal, para se sofrer com o prazer que já foi caro a cada um de nossos heterônimos?
a propósito - e não foi porque não coube na mala - deixo-lhes o poema do fecho éclair do antonio gedeão, que certamente não sabia que fecho éclair ou zíper, também se chama rí-rí). deixo-lhes outras coisas mais que não vou precisar em portugal. a falta só incomoda quando se tem tudo que revela o tédio de quem não fez e não lhe fizeram faltas.
" Filipe II tinha um colar de oiro
tinha um colar de oiro com pedras
rubis.
Cingia a cintura com cinto de coiro,
com fivela de oiro,
olho de perdiz.
Comia num prato
de prata lavrada
girafa trufada,
rissóis de serpente.
O copo era um gomo
que em flor desabrocha,
de cristal de rocha
do mais transparente.
Andava nas salas
forradas de Arrás,
com panos por cima,
pela frente e por trás.
Tapetes flamengos,
combates de galos,
alões e podengos,
falcões e cavalos.
Dormia na cama
de prata maciça
com dossel de lhama
de franja roliça.
Na mesa do canto
vermelho damasco
a tíbia de um santo
guardada num frasco.
Foi dono da terra,
foi senhor do mundo,
nada lhe faltava,
Filipe Segundo.
Tinha oiro e prata,
pedras nunca vistas,
safira, topázios,
rubis, ametistas.
Tinha tudo, tudo
sem peso nem conta,
bragas de veludo,
peliças de lontra.
Um homem tão grande
tem tudo o que quer.
O que ele não tinha
era um fecho éclair."Saturday, December 17, 2011
a falta que faz a loucura em tempos de falsa lucidez

muito se fala em racionalidade,espiritualidade, religião mesmo, e dos descaminhos que o mundo roda em virtude da falta destes predicados. não se deixe enganar caro leitor: nunca o mundo foi tão racional, tão espiritualizado e tão religioso. tanto que até num país dito laico como o nosso(que não tem religião oficial)temos uma protetora oficial com direito a feriado e a uma indústria de gadgets e babilaques da (falsa) fé, à venda, justamente para fomentar o comércio do arrependimento e do perdão, coisa em que as religiões são mestras, sendo a católica pós-doutorada, mas hoje nada em que se compare aos tempos da idade média, isso lá pe verdade. e isto tudo,some-se ao que não é pouco - nem um verdadeiro louco acha - sendo a dita cuja da religião que mancomunou a destruição dos gentios, mas não sem antes meter-lhes muita sífilis e gonorréia através de seguidos estupros seguidos de morte, para não abrir aqui toda uma bíblia de atos prenhes da lucidez civilizatória sempre ungida e benzida fosse qual fosse o descalabro.
agora corrija-me se for capaz: digo que um verdadeiro louco não faria igual. portanto em vez de clamar por tanta racionalidade, lucidez,espiritualidade e religião(seja qual for) as evidências mostram que deviamos enlouquecer verdadeiramente, talvez a única maneira sóbria de dizer não a tudo isto. e por fim alcançar a salvação da genuína lucidez.
Friday, December 16, 2011
bunduda: ou uma quase escatologia da tuberosidade isquiática
Thursday, December 15, 2011
trocadilho desgraçado
Tuesday, December 13, 2011
uma questão de fé
Sunday, December 11, 2011
Friday, December 09, 2011
atraso de vida
e não na adolescência, quando já é tarde demais para vidas que mal começaram e a toda hora tomam tiros de fuzis nos ombros. o resto da vida, os que sobreviverem, o farão apoiados em uma educação sentimental onde recordar é viver. mas recordar mesmo o quê ?
Tuesday, December 06, 2011
rosa de luxemburgo
Friday, September 23, 2011
sem sacrifícios
Sunday, September 18, 2011
quase marquês

como libertário, até poderia dizer que fiz história. agora, como libertino, ainda me faltam preceptoras.
digamos que por enquanto não passo de um marquês do sarro.
Sunday, September 11, 2011
o posto dos iguais ou em busca da vida tranqüila

desperdício. gastamos a maior parte do tempo na vida a procurar pelos iguais. quantos enganos na busca da vã similaridade, que apenas nos dá o tédio da segurança que não existe na vida – quiçá nem mesmo na morte. por isso, os créditos negativos de consumição ao fim de vidas que se tornaram lentilhas tamanha palidez em modorra de arrependimentos que não ousam sequer confessos. não finda o tempo de sacrifícios de outro tipo a que somos submetidos por não termos nos lançado a odisséia de não buscar o diferentemente igual.
Friday, September 09, 2011
sete vidas ou aos retardatários

há dias em que por um motivo ou outro atraso .e isso me preocupa bastante. principalmente aos domingos, que é um dia de mais fome para os largados gatos, pois não há recolha de lixo e portanto nada para remexer e comer.a despeito do tempo que esboroa quando chego tarde estão lá dispostos nos lugares de sempre marcados por eles mesmo a minha revelia. quando não, levantando-me em torno da meia noite lá estão e o ritual procede.quando some algum - e somem muitos - penso:- como será quando eu sumir? se eles que tem sete vidas esfumaçam-se num repente, que do meu repente será o tempo de espera para os gatos que não tem sete vidas certamente para ficar esperando por mim que as vezes pego-me iludindo como dono de apenas uma vida que mesmo esta finda continuará a chegar para alimentá-los para toda a nossa fome de conversas de sempre.
Monday, September 05, 2011
o buraco é mais em em cima mas também é mais embaixo

antípodas por conceito, deus e liberdade. um, existindo ou não, escraviza. o outro, jamais deifica - apesar de tanta lavagem cerebral, a que chamam de pregação, para imiscuir um no outro o que ao fim e ao cabo, acaba sendo a negação dos dois na prática. prática de uma teoria onde a parábola torna-se a parábase incontestável, para os que acreditam em deus, e detestável para os que não.
a liberdade sempre foi tratada como uma coisa diabólica quando trata-se de justamente do contrário. se a tomássemos verdadeiramente como a base da condição humana para alcançar estágios mais acima, como por exemplo, ter um mínimo de vergonha na cara em explorar deslavadamente o outro, inclusive, e principalmente, em nome de deus e até mesmo da própria liberdade.
Friday, September 02, 2011
with a little luck
Tuesday, August 30, 2011
troco

em certa perspectiva, os pobres tem a vida muito rica mas eles são pobres.
sob certa ótica, espelhadamente complementar, os ricos tem a vida muito pobre mas eles são ricos.
Monday, August 22, 2011
vesti azul
já não se fazem olds man como antigamente.
para a minha geração, quando da adolescência, nos conturbados anos sessenta(toda adolescência é conturbante, até mesmo a desta geração que não merece a minha simpatia tamanha idiotia. coisas de velho?) sim, completar quarenta era o adeus as colegiais, o preparo para pousar a barriga em algum bairo de subúrbio recordando elvis e similares?elvis teria similares? hum, o tempo passa - e como isso é bom, ao contrário do que se pensa em contrário, desde que evidentemente você o torne um aliado( o tempo é o que você faz dele, não se esqueça, diz o mote do comercial de certa marca de relógios, contraditoriamente? descartáveis).
viramos o século e setentões, homens e mulheres, dizem não ao fim do sexo, refinam-se em modos e atitudes - menos os dedicados a carolagem e outros tipos de associação com religião - metem a mão na massa a frente ou na retaguarda de ongs e muitos deles são a vanguarda intelectual de um tempo onde os adolescentes conseguem se dizer geração y mas que não sabem nada do bé a bá da escrita que os espera. inclusive ler ou interpretar o que quer que seja.
casos há em que oitentões e noventões, seguem em frente, sem muletas psicológicas, fisicamente e intelectualmente invejáveis(sem a aflição que nos causam certos anciões de terços incontáveis a desmanchar-se a nossa frente, alguns com corcovas a mostrar o peso do tempo hipócrita) - levando a vida, não a normal que imaginamos para longevos bem comportados que devem suplicar a nossa caridade, mas muito pelo contrário a nos confrontar com seu " mau exemplo" ante a covardia de uma juventude que já nasceu, em sua grande maioria, imprestável e com defeitos de fabricação graves no tocante ao carátere propósitos.
mas como definir então o momento em que nos tornamos velhos - terceira idade ou melhor idade é mais um daqueles eufemismos com os quais o politicamente correto anula a verdadeira luta política - ou não? para além das ameças concretizadas ou não dos avcs, enfartos, diabetes, alzheimers, parkinsons, escleroses, neuroses, que aterrorizam tanta gente? como deciframos esta virada do placar ? já que decididamente a fonte da juventude não há, muito embora já se flerte com as possibilidades concretas de nos tornarmos cyborgs com peças de reposição negociadas na prateleira?
penso que nos tornamos velhos quando deixamos de sonhar e passamos a recordar. e mais velhos ainda quando ficamos a sonhar e deixamos de realizar. e muito mais ainda quando perdemos a capacidade de dizer não,quando nos confinamos ao papel de dizer sim, quer pela comodidade, quer pelo medo de não ter aonde cair, como se algo fosse necessário quando se está a cair.
Friday, August 19, 2011
cada um tem a sandy e a vanessa camargo que merece( e bota calypso nisso)
Thursday, August 18, 2011
o que foi feito de venus?
Tuesday, July 19, 2011
elevador

religiões, todas; agremiações instituídas, que chegam a se tornar países, onde líderes e seguidores se transformam em tiranos e vassalos. uma coisa, tanto como a outra, responsável pelos níveis mais rasos que a humanidade já atingiu ao contrário da pregação de elevação dos mesmos.
Saturday, July 16, 2011
galo da madrugada

todo dia via o sol. here come the sun. viesse o astro ou não. e por isso mesmo cantava enquanto a aldeia muda o tachava de louco.
Thursday, July 14, 2011
crossroads

uma encruzilhada nos apresenta a velhice. de um lado a demência, parcial ou total, com sua solidão acrítica e degenerativa.
Tuesday, July 12, 2011
demasiadamente humano
Wednesday, July 06, 2011
sintagmática ou paradoxo com tosse

era um ponto e vírgula sem cabeça- um underline aspirando travessões, uma interrogação sem exclamações, um cecedilha tomado como ser sem cedilha, um parentêntese revelando sua artrose, um til ancião, um colchete sem teclado. em suma: era um apagado ou teclado quase suspirando pelas mãos de unhas roxas da adolescente que não tinha ponto de vista nenhum naquela tarde de lanhouses sem perspectivas.

































