mãe e filha presas no recife por roubar livros em uma conhecida rede de livrarias. deu manchete, com direito ao trocadilho com título de lista dos dez mais(a menina que roubava livros).
sob os reclames do prejuízo causado pelo roubo, e um certo laivo de preconceito dúbio - curso superior? então tem meio para a compra; que mãe é esta que ensina tal coisa a seus filhos? mãe e filha foram presas e encaminhadas ao mundo dos sem livros, como seriam qualquer outros ladrões de crueldades sem comparação mas não distantes, que também não seja o surrupio, pego, da lata de leite para alimentar, dos filhos, o corpo. deve-se concluir então que o dura lex sed lex funciona para valer no brasil - menos no congresso, é claro, presidido por um imortal, não de se deve esquecer, pelo menos para não roubar os livros dele que é mau exemplo para onde quer que se vire.
num país onde os que podem, uma porcentagem estúpida, não leem nada que não seja revista de desamoita celebridades, desde que não seja para revenda, todo aquele que rouba livros didáticos, e culturais, principalmente, nem todo livro é cultura, infelizmente, como já vimos, deveria receber mil anos de perdão. e fundos para ser motivado ainda mais a ler. ainda que por arroubo, possa a vir se tornar reincidente.
e,claro, para o leite. para que nossas crianças possam crescer e roubar seu livros com um melhor grau de desenvolvimento mental a ponto de fazerem disto a verdadeira bolsa-família de sua escolha.
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viagens,rotas e destinos.pirambeiras,becos e ruelas. atalhos e picadas.portas,pontilhões e ponta-pés. vida trilhada à pele.enfim,um blog que coleciona topadas e joanetes a procura da reflexologia podal.
Sunday, April 05, 2009
Monday, March 30, 2009
na nuca
sem crachá, sem culto, sem bíblia, sem deus.
sou um homem a quem os outros que a isso dão valor dizem ser um homem sem nada. mas por esses nadas que por outras vias são tudo, acredito piamente que nada disso é importante para a felicidade de ter uma vida digna e em paz – omnia mecum porto* - ainda que as vezes transtornada, justamente por conta daqueles que vitimam pela peçonha movida pela inveja que despertam-lhe os libertos e desprendidos, os sem crachá, sem culto, sem bíblias, sem deus.
isso não quer dizer que não possa levar um tiro na nuca por não ter nada disso. aliás já basta o que eu levo no quengo por ser um homem sem crachá, sem culto, sem bíblia, sem deus.
mas com certeza não levarei tiro por conta de crachá, culto, bíblia e deus ou deuses – por deusas sempre há riscos - o que não me impede de contristar-me perante o estampido que estupidifica ainda mais a condição humana, a despeito do que pensam os homem e mulheres com crachá, com culto, com bíblia, com deus, entre eles o que apertou o gatilho.
Now playing: santana - pratice what you preach via FoxyTunes
* trago comigo todas as coisas. resposta do filósofo bias, da grécia, àqueles que, fugindo ao exército persa, se admiravam de ver o sábio sair sem nada levar. para bias só valiam as riquezas do espírito.
sou um homem a quem os outros que a isso dão valor dizem ser um homem sem nada. mas por esses nadas que por outras vias são tudo, acredito piamente que nada disso é importante para a felicidade de ter uma vida digna e em paz – omnia mecum porto* - ainda que as vezes transtornada, justamente por conta daqueles que vitimam pela peçonha movida pela inveja que despertam-lhe os libertos e desprendidos, os sem crachá, sem culto, sem bíblias, sem deus.
isso não quer dizer que não possa levar um tiro na nuca por não ter nada disso. aliás já basta o que eu levo no quengo por ser um homem sem crachá, sem culto, sem bíblia, sem deus.
mas com certeza não levarei tiro por conta de crachá, culto, bíblia e deus ou deuses – por deusas sempre há riscos - o que não me impede de contristar-me perante o estampido que estupidifica ainda mais a condição humana, a despeito do que pensam os homem e mulheres com crachá, com culto, com bíblia, com deus, entre eles o que apertou o gatilho.
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* trago comigo todas as coisas. resposta do filósofo bias, da grécia, àqueles que, fugindo ao exército persa, se admiravam de ver o sábio sair sem nada levar. para bias só valiam as riquezas do espírito.
Saturday, March 21, 2009
a outra face daquela a quem deram as costas
cuilibet in arte sua perito est credendum*
a deposição de josé pimentel da cruz do espetáculo da paixão de nova jerusalém deu-se, juram cantando ou não o galo três vezes, entre outras crucifixões, por conta da face marcadamente nordestinada de um josé que nunca negou fogo a fé no espetáculo, como se estivéssemos nós em região de cenários abundantes em cristos de cútis e irís zefirellianamente platinadas .
foi assim que iniciou-se a renovação carismática do espetáculo, devidamente assessorado - ou seria assoreado? - pela regras implacáveis do show business coisa que, convenhamos, a igreja entende mais do que ninguém. mas que no seu show must go on teve a sabedoria de nunca mexer, nem no enredo, nem na aura do protagonista, mudando apenas a tipografia do cartaz, conforme a língua.
sem querer colocar mais espinhos nas rosas e nas sandálias do murilo, que vai mais longe em outras praias, por acaso teria ele cara de cristo amanteigado? como deveria ter um protagonista global, destinado ao papel de corromper a autenticidade de um espetáculo que se fez global sem necessidade da globo, cujo interesse no espetáculo e vice-versa não é a multiplicação do pão, vinho ou fé, e sim dos trinta dinheiros calculados a peso de rostos que: ou são a moeda da cara da hora ou a de plantão comercial.
junto do murilo, ainda mais com aquela interpretação de caras e bocas cafuçu de canastra que se vê no "trailer", pimentel é, ou seria, um adônis no papel que sempre lhe coube, e que lhe eternizará pelo milagre operado pelo trabalho do "ator e seu duplo" que superou o personagem sem a necessidade da maquinaria(grotovski o endossaria?) o que em se tratando de cristo não é mole, até porque ele também era um deus na interpretação. e antes que vociferem blasfêmia a mim, que olhem-no, ao josé pimentel, com os olhos do povo que lhe abençoa e pede bençãos ao reis dos reis do arruda, como se diante do próprio ressucitado estivesse.
em matéria de cristo, quem calça as verdadeiras sandálias do pescador? certamente não é quem usa havaianas. e, para sermos justos, dupé também não vale. muito certamente a anatomia do personagem não está também nas ipanemas. e assim voltamos ao marco zero, onde a circunferência nos ensina que até a roda mais perfeita empena posta à prova ante a filosofia do prego.
Now playing: Amelinha - Santo E Demônio via FoxyTunes
* a quem é perito em sua arte deve-se dar crédito
a deposição de josé pimentel da cruz do espetáculo da paixão de nova jerusalém deu-se, juram cantando ou não o galo três vezes, entre outras crucifixões, por conta da face marcadamente nordestinada de um josé que nunca negou fogo a fé no espetáculo, como se estivéssemos nós em região de cenários abundantes em cristos de cútis e irís zefirellianamente platinadas .
foi assim que iniciou-se a renovação carismática do espetáculo, devidamente assessorado - ou seria assoreado? - pela regras implacáveis do show business coisa que, convenhamos, a igreja entende mais do que ninguém. mas que no seu show must go on teve a sabedoria de nunca mexer, nem no enredo, nem na aura do protagonista, mudando apenas a tipografia do cartaz, conforme a língua.
sem querer colocar mais espinhos nas rosas e nas sandálias do murilo, que vai mais longe em outras praias, por acaso teria ele cara de cristo amanteigado? como deveria ter um protagonista global, destinado ao papel de corromper a autenticidade de um espetáculo que se fez global sem necessidade da globo, cujo interesse no espetáculo e vice-versa não é a multiplicação do pão, vinho ou fé, e sim dos trinta dinheiros calculados a peso de rostos que: ou são a moeda da cara da hora ou a de plantão comercial.
junto do murilo, ainda mais com aquela interpretação de caras e bocas cafuçu de canastra que se vê no "trailer", pimentel é, ou seria, um adônis no papel que sempre lhe coube, e que lhe eternizará pelo milagre operado pelo trabalho do "ator e seu duplo" que superou o personagem sem a necessidade da maquinaria(grotovski o endossaria?) o que em se tratando de cristo não é mole, até porque ele também era um deus na interpretação. e antes que vociferem blasfêmia a mim, que olhem-no, ao josé pimentel, com os olhos do povo que lhe abençoa e pede bençãos ao reis dos reis do arruda, como se diante do próprio ressucitado estivesse.
em matéria de cristo, quem calça as verdadeiras sandálias do pescador? certamente não é quem usa havaianas. e, para sermos justos, dupé também não vale. muito certamente a anatomia do personagem não está também nas ipanemas. e assim voltamos ao marco zero, onde a circunferência nos ensina que até a roda mais perfeita empena posta à prova ante a filosofia do prego.
Now playing: Amelinha - Santo E Demônio via FoxyTunes
* a quem é perito em sua arte deve-se dar crédito
Thursday, March 19, 2009
duros na queda
é muito fácil, facílimo, fácilzinho mesmo enganar o povo.
mas é muito difícil -e bota difícil nisso - convencê-lo de está sendo redondamente enganado.
Now playing: André Geraissati - americas via FoxyTunes
mas é muito difícil -e bota difícil nisso - convencê-lo de está sendo redondamente enganado.
Now playing: André Geraissati - americas via FoxyTunes
Thursday, March 12, 2009
o arcebispo

cara de aborto ou estupro? questiono-me vendo o esgar dito canônico na face do excomungador.
desta alma agoniada pela verdade que falseia, sendo ele o maior excomungado, não se deve esperar nada além da compulsão ao castigo. pois enferrujada pela autoridade que se proclama tão férreamente acima dos desígnios do homem, sua cruz é avessa ao símbolo do que prega, nela verga o peso de um direito canônico que se quer acima do direito dos homens, sendo ele próprio um direito do homem usurpador do próprio homem: pois renega o homem a escravatura da imagem do que é o próprio arcebispo e não só por apenas parecer não sendo ao fim e ao cabo nada do que parece.
estejamos certos de que onde há dogmas, não há o amor e o perdão necessário; nem para a individualidade nem para a humanidade. apenas a submissão à vontade férrea de uns tantos que em convicção astutamente encarnada assumem o papel de deus. deus que obviamente não existe para além do papel de excomungador.
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Tuesday, March 10, 2009
sinapse

jacob do bandolim é carlos paredes alegre. carlos paredes é jacob triste.
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Sunday, March 08, 2009
conceito desumano

aonde há o homem não pode haver felicidade. pois a definição da espécie é por sí só a anti-felicidade.
é que esta espécie é uma tristeza só. o que cada vez mais se comprova, em sua histórica sina de destruição própria e de tudo que a rodeia, incluindo a própria felicidade.
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Thursday, March 05, 2009
quando a falta é excesso de respeito e vice-versa
As pessoas criam regras que não cumprem, impõem comportamentos que não têm, esperam o respeito que não dão e ditam princípios que não seguem. Angela Beirão.
a grande questão que se impôs no pig brother foi o respeito, que um tal caubói não teve com uma certa senhora sexagenária, que por sua vez não deu a mínima de respeito a negros e judeus, entre outras coisas as mesmas, com os mesmos para não variar.
pais estranho este brasil e seus brasileiros. que desrespeitam a tudo e a todos fora da tal casa, incluindo as suas, mas que por força da gravidade tomaram as dores de maneira tal, tal como a " neta" jogada de tal senhora, que até a ela caiu nas graças dos votantes que a retiraram do paredão tal e qual. isto, provavelmente, em parte pela sua defesa da velha senhora - que não é só chata pra caralho mas antes de tudo uma jogadora amoral que aboletou-se nas cobertas de truques emocionais baratos - em parte também tratando-se a respeito da bunda que lhe é um troféu na manga ou seria tanga, em números de irritações e brotoejas masturbadas.
pior que a imagem de uma bunda de respeito(para uns tantos) "abilolada", é a falta de respeito, pela não-igualdade e respeito ao pressuposto de brothers: quem entra num jogo destes - que já se vai no número 9 - não pode querer o privilégio de respeito por questões etárias(nem invocá-la: " é uma senhora") já que se iguala a todos que se permitirem estar nesta, com todas implicações éticas a respeito disto. afinal, abrir mão do respeito, para além da privacidade, é o preço da cartela do milhão, isto está mais do que implícito.
mas não sejamos assim tão mais realistas - pra não ficarmos chatos pra caralho - mas não seria de estranhar que o critério de ascenção de sexagenários à tal prova - uma conquista? - que pressupõe que lá dentro todos são iguais e merecedores do mesmo tratamento - portanto, passíveis de situações onde a gíria, o calão - alto ou baixo - e que portanto deve contemplar a todos sem distinção tenha sido assim tão, tão desrespeitado?
se a jovem é chata pra caralho, isto não é considerado desrespeitoso porque inserido no padrão de linguagem já aceito - inclusive dicionarizado - como do target - sim, uma coisa do caralho, para o bem e para o mal, significa o superlativo, daí tanto é bom pra caralho, como é chato pra caralho. assim é revelador o clamor e as consequências da jogada do clamor pelo respeito para com os mais velhos, o que revela a retomada aos códigos anti-bbb, no momento que lhes convém.
num país que quase ninguém respeita as vagas de estacionamento para os sexagenários; ou portadores de necessidades especiais. que a fila dos sexagenários, tenha se tornado meio de vida(não por culpa deles) e que ninguém respeite os direitos estabelecidos em lei para as senhoras e senhores que são desrespeitados ao nível do acinte, seja nos hospitais públicos, nos postos do inss, no transporte público, clamar pelo respeito a uma velha senhora dentro do big brother é uma espécie de catarse efetiva -e perigosa- num contexto comportamental geral.
por isso o brasil inteiro se sentiu desrespeitado quando um caubói disse que uma pig brother era chata pra caralho; o que não era nenhum desrespeito para com a verdade dos que não caem em chantagens e pantomimas senhoriais, ainda mais exploradas num jogo "corporativo".
merece respeito este brasil? e estes brasileiros?(os de dentro e os de fora da casa) que se julgam assim tão bigs e brothers?
Now playing: kiko veneno - respeto via FoxyTunes
p.s. o programa do faustão, que colocou na berlinda o andré, revelou a face de mulheres - novas e velhas - que se sentiram desrespeitadas. pela reação, são tão iguais ou piores que a naiá, a começar da outra véia chata para caralha(lucimara parisi) no papel de inquisidora de conhecimento tão aprofundado quanto pífio como a sua falta de lugar no programa.
mas o pior de tudo foi ver o caubói capitulando da sua posição. arreglando para ficar de bem com a opinão pública, visando melhoria de imagem com fins comerciais. isto sim indesculpável, já que assim passou de provocateur a caubói chato pra caralho. e aí, haja falta de respeito para com sí próprio, bem ou mal defendido até agora.
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Saturday, February 28, 2009
rasgando a fantasia (e vestindo a verdadeira)

acabou o carnaval. agora é que o verdadeiro baile vai começar. todo mundo mostrando a verdadeira cara, só que fantasiada de outra. e com que capricho heim? assim, cumpre-se o velho mandamento que manda dar o outro lado, falso, quando o primeiro não colou.
os figurões do bloco, claro, não seguram o estandarte, apenas o declinam. mas como tem sempre gente do próprio povo disposta a segurar o povo ora ladeira abaixo ora ladeira acima, a depender dos interesses do bloco do deixa disso, estaciona na praça que continua sendo do povo - menos a da esplanada - enquanto o céu é do avião apenas na marchinha que esconde outro refrão.
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Thursday, February 26, 2009
anti-bbb ou o churchil que o bial esqueceu
para os menos familiarizados, churchil, roosevelt e stalin: qual seria o teor da conversa: a ana pudim de coco ou a indefecavel naiá? (sugestão de legenda em pensamento para o roosevelt: que velho chato do caralho!)os editoriais intelectualizados do big brother brasil, corporificados ao zelo pela canastrice do pedro biau, bilau, blau-blau?mostram, para quem vê algo mais do que bundas em gelatina, que o pior do bbb não está dentro. está fora. sejam quais forem os participantes.
não vou usar da verga para debastar o bbb e sua significação, enquanto produto distorcido e eufemizado de algo tão terrivelmente assustador na sua origem, que não o deixa de ser em suas ramificações e progressões. mesmo que elas se reduzam a um programa de meia punheta, já que nem isto é assumido. deixando para os leitores menos incautos as intenções ao que se pretende com este laboratório para além dos niquéis contratuais, o que a longo prazo converte-se em não mais que efeito colateral.
prendamô-nos ao significado da citação churchiliana no prêambulo da retirada da casa do caubói. interessante também ressaltar as bases compactuadas para não se discernir o que é realmente falta de respeito. afinal, ser chata é muito pior que velha(velha e chata então?) na medida em em que os velhos são aceites (não integralmente ao que parece) como concorrentes de igual para igual, deparamonos com a distinção - que é muito mais, uma distorção do estigma de respeito velhice - uma vez que é considerado falta de respeito tratá-la de igual para igual, seja ou não a forma usada chula ou chiste de mau gosto(caberia num programa assim etmologias do que é bom ou mau gosto?).
pedro bial, sinalizando editorialmente a verdade da casa - comportamento seguido à risca pela globo, no seu tele-jornalismo principalmente, nem vou falar da novelas, como caminho das índias, citou churchil: "em tempos de guerra, a verdade é um bem tão precisoso que deveria ser escoltada por um bando de mentiras", o que tem significados que vão além também da esfera das lentes do programa, ao ditar uma compormentalização onde caubóis que sacam rápido contra a mentira do respeitável estabelecido, mesmo acertando no alvo, não tem vez, nem no programa nem na sociedade de uma maneira geral. o que é muito cômodo num mundo de flexibilização, na verdade genuflexão imposta por quem já de há muito perdeu-se, de e da verdade, só lhe restando a escolta da mentira. aliás, isto assim dito equivaleria a dizer que na verdade a naiá é mesmo uma velha chata pra caralho? e que ninguém teve peito de dizer na lata? para fazer o jogo do bom-mocismo que engole o cuspe e o catarro visando o milhão?
bem, rodou o peão. confirmando o ditado turco: diga a verdade e saia correndo. neste caso ele o corrido.
mas como o citado é churchil, relembremos outra citação: " a mentira roda meio mundo antes da verdade ter tido tempo de colocar as calças" churchil.
voyeurs ou exibicionistas, antes de colocarmos as calças(o que faz a audiência cair) dentro e fora do bbb, independentemente da idade, teremos, todos, a ouvi-lo fadados a perder o verdadeiro sentido da guerra e do que devemos combater de verdade, com a verdade, para além das citações de algibeira ou seria de cartucheira ?
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Sunday, February 22, 2009
do homem, sem folia
chove no carnaval. as alegrias - e as tristezas - estão molhadas. a alma, lavada, como os paralepípedos que registram mas não guardam de quem os pés que lhe deixam marcas - de nada adiantaria mesmo tal sua existência breve, eternamente fadados a feira de cinzas.acho graça caminhar por entre os momentos que a mírdia não registra. ai vou eu sem máscaras ou fantasias, homem de nenhum disfarce, aprisionado no enredo do sou o que sou, e que se foda o mundo, inclusive eu, bloco sem nenhum seguidor, pelo menos por agora, nem de longe.
livre dos epítetos - e do xixi - de carnaval da multi-culturalidade, do melhor carnaval do mundo o ar até parece estar mais respirável: ladeiras mais bucólicas, gatos, vira-latas e bem-te-vis tem instantes de calma. até as lagartixas concordam que sim sem nenhum clarim a ribombar-lhe os intestinos. silêncio quase monástico - já cantado por alceu - deste modo onde tarol, sem fala, rima com o olho e as narinas do farol.
estandarte do bloco do eu sozinho passo sem cogitar agremiações, usufruindo do que a chuva traz e leva ao mesmo tempo. tudo e nada, contados às favas por ninguém. mesmo que seja eu a observar que o homem do meio dia é, sim e não, o reverso do homem da meia noite em suas tristezas e alegrias. muito embora em mim não haja pantomima patrocinada. só disposição - ou suposição - de pensar que o carnaval com chuva é a única maneira de não deixar os homens se tornarem bonecos de uma folia que mais cedo ou mais tarde comandará suas cabeças até o ponto de corte, na goela que vai cuspir em desprezo o sol que antes desceu redondo e gelado como convém ao galhardete de muito antes enforcado nos postes, até estes pelo peso de tão institucionalizada alegria envergados.
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Tuesday, February 17, 2009
fosse médico e era igual

já não soam a mentiras as vantagens que contava em roughs.
fartou-se antes do infarto por vivê-las como se mentiras fossem; alteradas com a convicção de quem agora faltava apenas a meia verdade? isso, se muito, depois de tanto regurgitar sobre o antes tarde do que nunca, porque não mais cedo? vai ver a hora é mesmo esta.
por anos a fio, que não sabidos a certo quantos, contadas as noites tornadas dias e os dias tornados semanas, se era mais ou menos homem pelo que fazia ou deixava de fazer, o homem que se dizia publicitário o que não importa se na verdade fosse apenas médico, um homem; só isto. fruto e vítima da mordida de coisas ancestrais que o marketing julga que trinca quando molda mas não separa sequer do arroto.
isto posto e findo, não tinha agora nada mais do que estórias para contar.
seria esta sua riqueza ou apenas a receita final do placebo que com que se auto-receitou a vida inteira?
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Saturday, February 14, 2009
ensaio geral

vida é pra viver e não pra ver.
quem fica só assistindo a vida passar paga um preço.
ultimamente tenho me dado conta que em boa parte dela tornei-me um espectador e talvez até mesmo, sinal dos tempos, um tele-espectador, um net-espiador.
para além da perda, resta algum ganho?que não tenha veia sociológica? talvez, talvez.
não gosto de tudo que vi - a meu respeito inclusive - mas também não desgosto de tudo, inclusive dos desgostos.
o preço de se observar é caro. camarote, platéia ou na fila do gargarejo. muitas vezes além das minhas posses.
se aprendi com tudo o que vi? nem que seja por "osmose ou contágio"? certamente que sim, pensei algumas vezes, certamente que não noutras. estava certo algumas, errado? quantas nem sei quanto.
mas é fato que apesar de ter a consciência de que ver a vida passar é algo bem menor do que vivê-la - isto se você não for um observador para a eternidade, como o fazem alguns poucos imortais - pelo resultado de suas observações, sejam artísticas ou científicas - não peço de volta o dinheiro do ingresso pelos espetáculos que ví dentro do espetáculo da vida - tantas vezes em nada espetaculosos e ou grandiosos e sim, pequenos, medíocres, quando não mórbidos e de uma crueldade, que só mesmo a condição da vida é capaz de conservar.
não peço bis, mas como diria o bardo, bem que tudo que eu vi( e vivi) podia ter sido apenas um ensaio.
mas não foi. é a vida. tenha-a eu vivido ou mediocremente só observado.
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Saturday, February 07, 2009
caras de cão

ao receber o globo de ouro, mickey rourke, catapultado da sarjeta ao olimpo por uma atuação soberbamente orgânica em " o lutador ", agradeceu aos seus cães, enfatizando que, às vezes, a única coisa que um homem tem no mundo é o seu cão.
dono de seis cachorros no momento, todos retirados de abrigos, reafirma que na sua pior fase, seus cães deram-lhe afeto e o ensinaram que ele podia cuidar de algo vivo, e não só o destruir. disse ainda que não estaria ali se não fosse por eles. e que espera reencontrá-los quando morrer.
o que será dos homens que sequer tem os seus cães, se calhar nem os seus demônios, destes do tipo que atropelam intencionalmente cachorros, principalmente quando estão engatados, ou daqueles que jogam água fervente em cães e gatos, ou deixam-lhes morrer á mingua, não sem antes uma boa tortura ou envenenamento, quando não do intestino, d´alma pelo abandono ?
qual a cara de cão que não existe em outros nós ?
para estes animais, haverá salvação ?
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Wednesday, February 04, 2009
qual recheio de um sorriso de sonho ?

independe do tônus das maças de qualquer rosto. certas pessoas conservam um frescor inexplicável nos sorrisos. não se pode dizer que é obra de quem viveu só bem pois, várias vezes, vem de quem sofreu como jó. tampouco é coisa da idade, pois já vi muitos sorrisos teens em gente que já virou o século de há muito e muito sorriso dilacerado em quem certamente virará o outro. de qualquer modo chega a ser atômico no momento em que ocorre. poder-se-ia até dizer que é comparável antípoda ao sentir orgasmo. pois, se o orgasmo nos dá a visão de tanátos em átimos, estes sorrisos dão-nos a visão da vida desabrochando nova e novamente nova numa reverberação que chega ao exterior como um susto bom.
não se deve perder tempo com a explicabilidade destes sorrisos. só aproveitá-los. quem tem a sorte de encontrá-los pela frente, pode até acreditar que a vida vale a pena, tamanha graça ao espocar a luz do seu bem-estar. é como ver uma pessoa mordendo o sonho de fazer o bem e respigando o recheio nos outros que tem a graça de tê-lo a frente. se tal sorriso provém do homem ou mulher com sorriso casado para com o seu bem, pode-se mesmo dizer que é um sorriso cheio de sonho.
e, se assim é, assim sendo, não se resiste a de que é feito o recheio de um sorriso de sonho? creme, goiaba ou marmelo ? ou simplesmente lambidas de gente ferida de vida e sol ?
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Tuesday, February 03, 2009
sem fôlego

eu vou aonde você for, disse julieta.
mas ela não sabia nadar, constatou romeu, arquejante, do outro lado da margem.
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rotunda

enquanto todo mundo sonha com um carro novo eu sonho com um carro velho.
então, a tal diferença entre o sonho e a realidade, é isto mesmo: na aparência de velhos, sonhos que se querem sempre novos; e pesadelos, na figura de uns tantos novos, que se tornarão velhos, sem jamais ser sonhados.
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Monday, February 02, 2009
sorriso de dentes
realmente admirável, e invejável, a capacidade que algumas pessoas tem de rir de si próprias.
mas só quando a piada é boa.
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mas só quando a piada é boa.
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Saturday, January 31, 2009
a pior das saudades
sentir saudades, de ter saudades; ou seria de não sentir? ou ainda: sentir saudades de sí mesmo?
ou nem isto?Now playing: squeeze - satisfied via FoxyTunes
ou nem isto?Now playing: squeeze - satisfied via FoxyTunes
Wednesday, January 28, 2009
com a boca no mundo
o silêncio é a síntese daquilo que não quer calar.
o problema é que faz um estrondo tão grande que na maioria das vezes potencializa a voz dos energúmenos que gostaríamos de ver calados.
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o problema é que faz um estrondo tão grande que na maioria das vezes potencializa a voz dos energúmenos que gostaríamos de ver calados.
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Tuesday, January 27, 2009
da falta de visão ampliada

a presbiopia veio, como é de se esperar, por volta dos quarenta e poucos, o que é sempre muito pouco quando se vive de olhos abertos para o que vier.
a falta de visão para longe, mais tarde, dez anos depois, mais ou menos, a memória talvez já acompanhando a falta de visão.
acostumado, por formação - ou deformação - profissional a focar nos detalhes, e neles buscar, para o bem e o mal, a diferença, sem óculos, perde-se, por assim dizer, o distanciamento crítico. é o que acontece agora quando estou sem lentes.
ao mesmo tempo, surge uma nova maneira de ver as coisas - na verdade de não ver - o universo turvo, ao contrário do que poderia se pensar, é mais bonito, as mulheres, por exemplo, principalmente. sem lentes, inclusive as do amor, todas são belas. não há imperfeição. vê-se, ou melhor é tudo uma programada ilusão de óptica. a loura fatal, onde de loura apenas a tintura que lhe corrói o tônus, a depender dos nossos reflexos ressurge teen.
na verdade, descobri este novo dom da visão por esquecimento dos óculos. como sem eles apenas perco os detalhes, mas continuo tendo a visão do todo, arrisquei dirigir sem eles. e aí não deu outra: um mundo novo abriu-se para mim.
mulheres feias passaram a se sentir atraentes; homens carrancudos, não mais que de soslaio tornaram-se simpáticos, grupos grotescos tornam-se pitorescos e assim por diante. e de certa maneira, torno-me um mensageiro da felicidade, pois assim cego, nada me espanta e a tudo reajo com a naturalidade da suspensão do susto pela ausência da percepção da forma esvaziada nos seus contornos mais devidamente preenchida pelas expectativas de outras ânsias.
quem assim olhado, passada a sensação da impossibilidade internalizada do primeiro instante de recusa pelos olhos de quem sempre enxerga o mesmo, guarda lembrança para o resto dos dias destes. e, como dizem os especialistas em serem convocados para redundar nos tele-jornais , a autoestima aumenta e o bem estar se espalha, deixando todo mundo mais feliz neste desfoque acertado.
e como a felicidade é um tipo de crack de efeitos e duração ainda mais devastadora , não é de surpreender que isto vicie. dá mesmo vontade se sair sem óculos a todo instante, para ver a vida mais feliz. um vício dentro de outro chamado vida, do qual também é muito difícil largar por vontade própria, de maneira que vamos procurando enxergar o que nos mantém vivos mesmo por desfoque os mais ou menos que vislumbramos enxergar.
e assim, apesar de todos os desenganos, que os acertos ou enganos da nossa visão boa ou má sempre acabam por nos trazer ou para aqueles para os quais depositamos nosso olhar mais profundo ou equivocado, esta falta de visão ampliada nos conduz a amores cegos, cujo melhor é que não tateiam no escuro como fazem aqueles despertados pelo melhor da nossa visão.
no fundo, no fundo da retina, olhamos e sabemos que não está lá. nem sequer nos nossos olhos. é algo muito antes dela, também da formação da lágrima, e até do brilho que se recusa a nos espelhar como realmente somos em nossa mais completa escuridão.
Now playing: The Fevers - Seu Olhar (Temptation Eyes) via FoxyTunes
Saturday, January 17, 2009
quase lucáksiano

mesmo na mentira há que se ter uma certa verdade. qualquer que seja o ato, sem convicção, torna-se ainda mais falso do que o é sendo verdadeiro.
Now playing: crosby, stills & nash - Deja Vu via FoxyTunes
Sunday, January 11, 2009
o fim do trema
bom, não é o fim do mundo;ainda.
mas num país em que mais da metade da população, com otimismo, é analfabeta funcional, o que não justifica a academia medíocre que tem, o fim do trema, abolido há tempos pela funcionalidade dos não eruditos, não amolece, nem endurece, a linguiça.

ou seja: permanecemos sem saber, e sem opinar, de que é feita a mesma - não a "linguiça", eram salsichas na verdade, que como advertia balzac, esta e leis, melhor não saber como são feitas - mas a reforma, cujo princípio da salsicha que se aplica a feitura da mesma, cujos resultados práticos colocam ainda mais biquinhos, onde não devia haver, entre portugueses, principalmente, com certa razão, enquanto por cá, os biquinhos certos tornam-se outros ainda mais deformados.
p.s. ainda sobre a reforma. k,w,y, tornam-se por decreto oficialmente letras do alfabeto. ora pois, pois: qualquer menino de periferia tem a letra incrustada em seus registros - em portugal é registo, isso sim merecia reforma, mas qual? - de nascimento, através de construção eufônica e sintática de doer os ouvidos, e o senso de ridículo, mas pragmática aos olhos de quem de nascimento estratificado sem nome de brasão apela para o inusitado como pedra base ao reconhecimento da diferenciação entre os aprisionados pela não reforma econômica(no português de portugal é económica; sim para os portugueses não falamos português mas sim brasileiro, uma espécie de sub-língua, pior que se dialeto fosse) o que é a glórya. mas isso é quase latim; ou não?
Now playing: Amy Winehouse - You Know I'm No Good via FoxyTunes
mas num país em que mais da metade da população, com otimismo, é analfabeta funcional, o que não justifica a academia medíocre que tem, o fim do trema, abolido há tempos pela funcionalidade dos não eruditos, não amolece, nem endurece, a linguiça.

ou seja: permanecemos sem saber, e sem opinar, de que é feita a mesma - não a "linguiça", eram salsichas na verdade, que como advertia balzac, esta e leis, melhor não saber como são feitas - mas a reforma, cujo princípio da salsicha que se aplica a feitura da mesma, cujos resultados práticos colocam ainda mais biquinhos, onde não devia haver, entre portugueses, principalmente, com certa razão, enquanto por cá, os biquinhos certos tornam-se outros ainda mais deformados.
p.s. ainda sobre a reforma. k,w,y, tornam-se por decreto oficialmente letras do alfabeto. ora pois, pois: qualquer menino de periferia tem a letra incrustada em seus registros - em portugal é registo, isso sim merecia reforma, mas qual? - de nascimento, através de construção eufônica e sintática de doer os ouvidos, e o senso de ridículo, mas pragmática aos olhos de quem de nascimento estratificado sem nome de brasão apela para o inusitado como pedra base ao reconhecimento da diferenciação entre os aprisionados pela não reforma econômica(no português de portugal é económica; sim para os portugueses não falamos português mas sim brasileiro, uma espécie de sub-língua, pior que se dialeto fosse) o que é a glórya. mas isso é quase latim; ou não?
Now playing: Amy Winehouse - You Know I'm No Good via FoxyTunes
Saturday, January 10, 2009
além fronteiras
não há português mais português do que eu que não o sou.
Now playing: Sara Tavares - Lisboa Kuya via FoxyTunes
Now playing: Sara Tavares - Lisboa Kuya via FoxyTunes
Friday, January 09, 2009
sem soutien
ditado chinês nos fala sobre a perfeição do seio da mulher quando exato na mão de um homem honesto.
na terra brasílis, grassa sem obséquios, a auto-obsessão pelos peitos siliconados das mulheres verde-amarelas. o que não deve causar espécie a ninguém. afinal, aqui é o paraíso dos homens que fazem princípio de vida, tudo levar na mão grande, não importa a quem ou o quê peitos não os tenha.
Now playing: Querosene Jacaré - O boby via FoxyTunes
na terra brasílis, grassa sem obséquios, a auto-obsessão pelos peitos siliconados das mulheres verde-amarelas. o que não deve causar espécie a ninguém. afinal, aqui é o paraíso dos homens que fazem princípio de vida, tudo levar na mão grande, não importa a quem ou o quê peitos não os tenha.
Now playing: Querosene Jacaré - O boby via FoxyTunes
Wednesday, January 07, 2009
bem bom, mal mau
o bem, para ser bom, deve ser praticado de forma discreta, quase silenciosa, invisível até, se é que se tem a fé para tanto; o mal, para ser mau, da forma mais espalhafatosa possível; grandiloquente na medida da suas maldades, e até amplificado na raiz da sua praia seca, que seca a quem nele mergulha.
mas a turma do bem, deve experimentar, pelo menos uma vez na vida, a pratica espalhafatosa, grandiloquente e amplificada do bem-bom, que é para sentir o gostinho de até onde pode ir a maldade.
já a turma do mal, não precisa experimentar mais nada: porquê, pra chegar onde chegaram, já haviam experimentado o bem-bom que não lhes deixou gosto de voltar ao anonimato do ovo.
Now playing: André Geraissati - flores de fumaça via FoxyTunes
mas a turma do bem, deve experimentar, pelo menos uma vez na vida, a pratica espalhafatosa, grandiloquente e amplificada do bem-bom, que é para sentir o gostinho de até onde pode ir a maldade.
já a turma do mal, não precisa experimentar mais nada: porquê, pra chegar onde chegaram, já haviam experimentado o bem-bom que não lhes deixou gosto de voltar ao anonimato do ovo.
Now playing: André Geraissati - flores de fumaça via FoxyTunes
Thursday, January 01, 2009
Wednesday, December 31, 2008
bipolar
o feliz ano novo está cada vez mais e mais e mais, velho. mas a gente insiste em tratá-lo como criança. coisas da terceira idade?
Now playing: stevie ray vaughan - life by the drop via FoxyTunes
Now playing: stevie ray vaughan - life by the drop via FoxyTunes
Tuesday, December 30, 2008
descomplicadora ou complicando ainda mais
passei a vida almejando ser simples; mas como compliquei, já que fato é, o ser simples é pra lá de complicado.
e é isso que nos mata, quando não enterra antes, vez que quando a vida complica-se por demais, dá-se a morte que a tudo simplifica. menos a morte em vida, coisa bastante complicada pra se explicar assim de forma simplificada que não é bem o contrário de morte morrida.
mas independentemente desta, não vá ficar aí pensando que morrer é simples, nem que viver é complicado. tente viver(e morrer) sem se complicar, mesmo se a coisa estiver complicada. facilite, mas mas não entregue de bandeja. cuide-se pois, para não ser simples demais ou seja: não se quede um "simplesinho" que pior, nem sendo simplório.
quando o simples torna-se um complicador em vez de simplificador pode-se dizer com certeza que você está simplesmente complicando quando no máximo deveria estar sendo complicadamente simples.
Now playing: Van Morrison - Keep it Simple via FoxyTunes
e é isso que nos mata, quando não enterra antes, vez que quando a vida complica-se por demais, dá-se a morte que a tudo simplifica. menos a morte em vida, coisa bastante complicada pra se explicar assim de forma simplificada que não é bem o contrário de morte morrida.
mas independentemente desta, não vá ficar aí pensando que morrer é simples, nem que viver é complicado. tente viver(e morrer) sem se complicar, mesmo se a coisa estiver complicada. facilite, mas mas não entregue de bandeja. cuide-se pois, para não ser simples demais ou seja: não se quede um "simplesinho" que pior, nem sendo simplório.
quando o simples torna-se um complicador em vez de simplificador pode-se dizer com certeza que você está simplesmente complicando quando no máximo deveria estar sendo complicadamente simples.
Now playing: Van Morrison - Keep it Simple via FoxyTunes
Saturday, December 27, 2008
reveillon de mim mesmo ou good-bye stranger
de tempos em tempos deveria ser obrigatório: separar-mo-nos de nós mesmos por um tempo. nada de visitas ao espelho. nada de referências amigáveis, ou não, que nos possibilitam ir acompanhando o trabalho do tempo em nossos rostos, em nossos corpos. em nossos sinais particulares de existência, para além do conto da carochinha de que há gente para qual o tempo não passa.
aparências, longe delas por um tempo, teríamos, enfim, um encontro com a verdade que começa a granular-se a partir dos quarenta para alguns, outros mais cedo do que tarde, mas nunca, nunca.
após este período, digamos sabático, de nós mesmos com a nossa imagem, teríamos sim, um quadro de como realmente estamos bem diferente daquele(s) a quem vamos nos acostumando no dia-à-dia do espelho, que dilui mui lentamente a imagem com a qual convenciona-se que gostaríamos de ser lembrados na maioria dos casos.
e ai, entenderíamos, a verdade - ou a falsidade - de quem não nos vê há muito tempo, e de seu tamanho espanto, que logo tentam consertar com disfarce que não cabe no tamanho do susto, ante o que o tempo fez do rosto que pensamos existir, e que de há muito não está mais ali, enganados que somos pelo espelho que nos dilui aos pouquinhos, como ele mesmo ao sofrer ação dos respingos da pasta de dentes, cuja abrasiva espuma também colabora com o sorriso que sequer imaginamos rí de nós o tempo inteiro ao tempo que nos derrete a moldura.
de volta deste tempo, tomaríamos o mesmo susto - que entre tantos há de ser nalgum se soslaio positivo como sinal dos tempos - que tomam aqueles que não nos vêem há muito e que que teatralizam variações repetidas pelo tempo como o " nossa como você está bem; o tempo para você não passa", enquanto dizem para elas próprias à boca chiusa ou mais tarde em conversas pra fora do tempo - minha nossa como ele, ou ela, está acabado, ou sibilam sorrisos de quase vingaça "pensou que ia ser jovem a vida inteira? ", confissões que muito provavelmente você trocará consigo mesmo reproduzindo as mesmas reações em cadeia.
quanto a mim, desapareço e volto de tempos em tempos. e a cada vez sou outro no espelho, bem diferente do bem acabado que ironicamente julgava ser, esquecendo a ironia agulhada da expressão bem acabado.
depois de tantas idas e vindas, em tempos desencontrados marcados por pausas síncopadas, um rosto em mutação me diz que o importante mesmo não é estar mal ou bem: e sim não estar acabado. o resto vai se compondo. mesmo quando se decompôe em partes ou no todo de um rosto que imaginamos conhecer ou desconhecer, tal como a imagem superficial que o associa em contabilidade adulterada de rugas e pés de galinha contabilizadas em perdas ou ganhos a depender das contas apropriadas.
dando um tempo descobre-se que este rosto desaparece quando se constata que o tempo apenas nos emprestou, talvez até mesmo por engano, disponibilizando-nos imagem que não é, nem nunca foi, nossa, apenas para tomá-la de volta, quando mais nos apegamos a ela que se vai sem sequer nos dar direito a um goodbye acalentado.
Now playing: américa - goodbye via FoxyTunes
aparências, longe delas por um tempo, teríamos, enfim, um encontro com a verdade que começa a granular-se a partir dos quarenta para alguns, outros mais cedo do que tarde, mas nunca, nunca.
após este período, digamos sabático, de nós mesmos com a nossa imagem, teríamos sim, um quadro de como realmente estamos bem diferente daquele(s) a quem vamos nos acostumando no dia-à-dia do espelho, que dilui mui lentamente a imagem com a qual convenciona-se que gostaríamos de ser lembrados na maioria dos casos.
e ai, entenderíamos, a verdade - ou a falsidade - de quem não nos vê há muito tempo, e de seu tamanho espanto, que logo tentam consertar com disfarce que não cabe no tamanho do susto, ante o que o tempo fez do rosto que pensamos existir, e que de há muito não está mais ali, enganados que somos pelo espelho que nos dilui aos pouquinhos, como ele mesmo ao sofrer ação dos respingos da pasta de dentes, cuja abrasiva espuma também colabora com o sorriso que sequer imaginamos rí de nós o tempo inteiro ao tempo que nos derrete a moldura.
de volta deste tempo, tomaríamos o mesmo susto - que entre tantos há de ser nalgum se soslaio positivo como sinal dos tempos - que tomam aqueles que não nos vêem há muito e que que teatralizam variações repetidas pelo tempo como o " nossa como você está bem; o tempo para você não passa", enquanto dizem para elas próprias à boca chiusa ou mais tarde em conversas pra fora do tempo - minha nossa como ele, ou ela, está acabado, ou sibilam sorrisos de quase vingaça "pensou que ia ser jovem a vida inteira? ", confissões que muito provavelmente você trocará consigo mesmo reproduzindo as mesmas reações em cadeia.
quanto a mim, desapareço e volto de tempos em tempos. e a cada vez sou outro no espelho, bem diferente do bem acabado que ironicamente julgava ser, esquecendo a ironia agulhada da expressão bem acabado.
depois de tantas idas e vindas, em tempos desencontrados marcados por pausas síncopadas, um rosto em mutação me diz que o importante mesmo não é estar mal ou bem: e sim não estar acabado. o resto vai se compondo. mesmo quando se decompôe em partes ou no todo de um rosto que imaginamos conhecer ou desconhecer, tal como a imagem superficial que o associa em contabilidade adulterada de rugas e pés de galinha contabilizadas em perdas ou ganhos a depender das contas apropriadas.
dando um tempo descobre-se que este rosto desaparece quando se constata que o tempo apenas nos emprestou, talvez até mesmo por engano, disponibilizando-nos imagem que não é, nem nunca foi, nossa, apenas para tomá-la de volta, quando mais nos apegamos a ela que se vai sem sequer nos dar direito a um goodbye acalentado.
Now playing: américa - goodbye via FoxyTunes
Tuesday, December 23, 2008
brasileirinhas
que o brasil é, decididamente, uma pais bunda, é óbvio abundante. mas e o brasileiro? não passa sequer de um povinho cu?
Now playing: erasmo carlos - aquarela do brasil
Now playing: erasmo carlos - aquarela do brasil
Monday, December 22, 2008
ia abadá, abadá sifú
no brasil, à rigor, nada é preto no branco. tudo é fantasia; barata, haja vista o preço do ultraje.
e por falar nisto garçom, o que é que esta mosca faz na pedra de gelo do meu uísque que de sopa não tem nada?
Now playing: xutos&pontapés - estupidez via FoxyTunes
e por falar nisto garçom, o que é que esta mosca faz na pedra de gelo do meu uísque que de sopa não tem nada?
Now playing: xutos&pontapés - estupidez via FoxyTunes
zé sozinho ou álibi para ser do jeito que sou
infância sem patins, patinete ou pebolim.
agora querem me incluir na turma da peteca da praia do poço.
puta que o pariu! que eu vou.
phodam-se!
Now playing: Carlos Dafé - Zé Sozinho via FoxyTunes
agora querem me incluir na turma da peteca da praia do poço.
puta que o pariu! que eu vou.
phodam-se!
Now playing: Carlos Dafé - Zé Sozinho via FoxyTunes
Thursday, December 18, 2008
" eu pensei que todo mundo fosse filho de papai-noel"
por toda a parte, a sensibilidade do natal pipoca como se uma data pudesse resolver os problemas do calendário humano. preocupações, as mais dignificantes, principalmente com os pedidos das criancinhas com suas intermináveis listas de presentes, necessários ou não, como o é necessário o quilo de farinha para a boca que não tem feijão.
mas e as criancinhas que nem mais voz tem? alguém se preocupa com seu silêncio nestes tempos de badalos e sinos que não ecoam em suas respirações ?
Now playing: the mahotella queens - ma , africa via FoxyTunes
mas e as criancinhas que nem mais voz tem? alguém se preocupa com seu silêncio nestes tempos de badalos e sinos que não ecoam em suas respirações ?
Now playing: the mahotella queens - ma , africa via FoxyTunes
Friday, December 12, 2008
instrumento de tortura
toda flauta doce tem um gosto amargo.
quem recebeu o instrumento da tia ou da mamãe-vovó, devidamente acompanhado do método para a educação sabida musical sabe o azinhavre na boca. uns, de tanto, perdeu o bico até para assobio, para não dizer as asas para a música.
Now playing: Lulu Santos - ninguém merece via FoxyTunes
quem recebeu o instrumento da tia ou da mamãe-vovó, devidamente acompanhado do método para a educação sabida musical sabe o azinhavre na boca. uns, de tanto, perdeu o bico até para assobio, para não dizer as asas para a música.
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Monday, December 08, 2008
apagão geral
dizem que o natal é sobretudo uma festa de luz interior, o tal espírito de natal.
mas a julgar pelo número sem-fim de luzeszinhas (e viva o made in china) e luzeszonas(nas árvores dos shoppings, principalmente) a humanidade anda pra lá de apagada.
no peito, sequer uma luzinha cu de vaga-lume que seja.
Now playing: boozoo bajou - night over manaus via FoxyTunes
mas a julgar pelo número sem-fim de luzeszinhas (e viva o made in china) e luzeszonas(nas árvores dos shoppings, principalmente) a humanidade anda pra lá de apagada.
no peito, sequer uma luzinha cu de vaga-lume que seja.
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Friday, December 05, 2008
olhar de bicho
nenhum bicho tem o olhar(devastador) do bicho homem.
Now playing: Black Merda - Prophet via FoxyTunes
Now playing: Black Merda - Prophet via FoxyTunes
descrença total
em nada mais acredito. nem mesmo em tentações.
Now playing: crosby, stills & nash - Helplessly Hoping via FoxyTunes
Now playing: crosby, stills & nash - Helplessly Hoping via FoxyTunes
Thursday, December 04, 2008
adônis
já fui bonito um dia e não me dava conta disto. quando dei, já era, feio.
Now playing: bixo da seda - é como teria que ser via FoxyTunes
Now playing: bixo da seda - é como teria que ser via FoxyTunes
Wednesday, December 03, 2008
filosofia de para-choque
de que vale vencer sem paixão? lutas inglórias são mais apaixonantes. agora, onde coloco isto: no traseiro ou dianteiro?
p.s. não vale para para-choques de caminhões caixa-forte.
Now playing: Pata de Elefante - Sooopraaa!!! via FoxyTunes
p.s. não vale para para-choques de caminhões caixa-forte.
Now playing: Pata de Elefante - Sooopraaa!!! via FoxyTunes
Wednesday, November 26, 2008
sem pádedeus
se chegou onde chegou e não tem escolha ou você está sozinho ou está solo: sapateie. mas não chore. chorar só vai estragar sua fantasia.
Now playing: Jarabe De Palo - Cry (If You Don't Mind) via FoxyTunes
Now playing: Jarabe De Palo - Cry (If You Don't Mind) via FoxyTunes
Monday, November 24, 2008
vôo de ícaro
encontro a pomba ao cair da noite trêmula junto a um portão que lhe é falso abrigo. tem uma das asas machucadas e quase não oferece resistência quando lhe pego. no chão, que não é seu território, será presa fácil de gatos, cachorros e sabe-se lá de alguém que não terá o que jantar.
tenho-lhe imensa pena e não penso nem um pouco que os pombos são os "ratos do ar", com suas pulgas e três ou quatro possibilidades de transmissão de doenças que podem matar um homem. mas não posso ajudá-la, pois não tenho mesmo como abrigá-la numa casa já ocupada por cães e gatos as pencas.
é claro que num esforço além do que posso fazer agora, poderia levá-la e ver o que conseguiria fazer pela sua asa que não sei se abocanhada. mas de certa maneira também não posso me permitir a este voo. coloco-a então sobre um muro alto de parapeito e plantas que podem servir-lhe de abrigo, em noite que ameaça chuva e de onde se cair, agora ou pela manhã, não sei o que acontecerá.
e saio voando, ou melhor, mancando dali.
Now playing: The Black Crowes - Oh Josephine via FoxyTunes
tenho-lhe imensa pena e não penso nem um pouco que os pombos são os "ratos do ar", com suas pulgas e três ou quatro possibilidades de transmissão de doenças que podem matar um homem. mas não posso ajudá-la, pois não tenho mesmo como abrigá-la numa casa já ocupada por cães e gatos as pencas.
é claro que num esforço além do que posso fazer agora, poderia levá-la e ver o que conseguiria fazer pela sua asa que não sei se abocanhada. mas de certa maneira também não posso me permitir a este voo. coloco-a então sobre um muro alto de parapeito e plantas que podem servir-lhe de abrigo, em noite que ameaça chuva e de onde se cair, agora ou pela manhã, não sei o que acontecerá.
e saio voando, ou melhor, mancando dali.
Now playing: The Black Crowes - Oh Josephine via FoxyTunes
Friday, November 21, 2008
de uma tragada só
- filho da puta profissional ou amador? indagou o incubido sem paciência.
- ahn? titubeou o farsante, medo vazando os olhos. o desentendido decifrando a mensagem. bilhete final chapado com o suor de cuspe na testa.
- amador. afinal deu-se por concluir. profissional não se engasga com caroço quanto mais sem. e, tendo dito, disparou o teco bem no meio do cú do filha da puta, amador - a propósito: dizem que assim o atingido leva um tempão pra morrer e dói pra cacete. um sangrar preguiçoso em dueto com uma dor ácida que só piora a medida que o sangue se esvai. filho da puta a gente mata assim. não tem essa de dar teço na cabeça ou no coração, coisinha ridícula e asseada, rapidinha mais para perdão do que para fim de fatura. e na medida, não deixa de ser um ato de responsabilidade social: zero desperdício de balas, que chumbo é coisa ruim pra natureza.
então, é no cú. a merda peidando alto, mais que o balaço, meleiro do caralho, flash do fato mais parecido com fim de feira. mais preste atenção, se o filho da puta, alem de amador for bundão, a coisa não é fácil. portanto, se a via for essa, aprume o bicho e facilite a obra enterrando o cano até o tambor. mas num força, se não trava e ai nem queira imaginar a merda de outra cirscunstância. isto observado, não falha com método, metodicamente falando.
(continua)
esta história de matar é vicio. coça que nem cio. se começa, não para. não se mata por gosto que não seja outro de sangue. controlar? adianta jurar que bem que tentei ? digo até que de fumar até deixei. mas matar, ainda mais com a quantidade de filho da puta, profissional e amador, que anda por aí? não é fácil. deixar de fumar, a gente até que deixa. mas de matar-matar, a porca torce o rabo. não dá jeito. é da hora. o sujeito passa um tempo na moita, disfarça com outros prazeres, bebida, mulher, comida, tabaco, mais dia menos dia o dedo coça e aí o trabuco campeia. foi assim que na falta de coisa melhor matei um filho da puta, amador, o que é bem diferente de um filho da puta profissional, não por questão de status mais por questão de senso do dever aplicado.
mas era filho da puta, e isso é o que interessa no frigir dos ovos(deles).
mas sabem de uma coisa? buraco feito, bateu um vontade de fumar de matar. foi preciso muita força de vontade. segurou, apertado mas segurou. e não fumou. se agüentar mais duas destas, lampejou que tava curado - da falta de tabaco.
vicio filho da puta este de fumar. mais fácil matar filho da puta. e foi assim que comecei a tragar ao maços.
Now playing: John Forgety - Joy of my life via FoxyTunes
- ahn? titubeou o farsante, medo vazando os olhos. o desentendido decifrando a mensagem. bilhete final chapado com o suor de cuspe na testa.
- amador. afinal deu-se por concluir. profissional não se engasga com caroço quanto mais sem. e, tendo dito, disparou o teco bem no meio do cú do filha da puta, amador - a propósito: dizem que assim o atingido leva um tempão pra morrer e dói pra cacete. um sangrar preguiçoso em dueto com uma dor ácida que só piora a medida que o sangue se esvai. filho da puta a gente mata assim. não tem essa de dar teço na cabeça ou no coração, coisinha ridícula e asseada, rapidinha mais para perdão do que para fim de fatura. e na medida, não deixa de ser um ato de responsabilidade social: zero desperdício de balas, que chumbo é coisa ruim pra natureza.
então, é no cú. a merda peidando alto, mais que o balaço, meleiro do caralho, flash do fato mais parecido com fim de feira. mais preste atenção, se o filho da puta, alem de amador for bundão, a coisa não é fácil. portanto, se a via for essa, aprume o bicho e facilite a obra enterrando o cano até o tambor. mas num força, se não trava e ai nem queira imaginar a merda de outra cirscunstância. isto observado, não falha com método, metodicamente falando.
(continua)
esta história de matar é vicio. coça que nem cio. se começa, não para. não se mata por gosto que não seja outro de sangue. controlar? adianta jurar que bem que tentei ? digo até que de fumar até deixei. mas matar, ainda mais com a quantidade de filho da puta, profissional e amador, que anda por aí? não é fácil. deixar de fumar, a gente até que deixa. mas de matar-matar, a porca torce o rabo. não dá jeito. é da hora. o sujeito passa um tempo na moita, disfarça com outros prazeres, bebida, mulher, comida, tabaco, mais dia menos dia o dedo coça e aí o trabuco campeia. foi assim que na falta de coisa melhor matei um filho da puta, amador, o que é bem diferente de um filho da puta profissional, não por questão de status mais por questão de senso do dever aplicado.
mas era filho da puta, e isso é o que interessa no frigir dos ovos(deles).
mas sabem de uma coisa? buraco feito, bateu um vontade de fumar de matar. foi preciso muita força de vontade. segurou, apertado mas segurou. e não fumou. se agüentar mais duas destas, lampejou que tava curado - da falta de tabaco.
vicio filho da puta este de fumar. mais fácil matar filho da puta. e foi assim que comecei a tragar ao maços.
Now playing: John Forgety - Joy of my life via FoxyTunes
Friday, November 14, 2008
básico instinto ou isso que levas aí
gosto imenso da sensação de não ter destinos e ao mesmo tempo de saber que não há para onde correr.
a vida ali na frente, sem pedaços de escolha, apenas o bife do mal passado fomentando o molho da parte que virá.
e o que virá, virá. não se sabe se colo ou companhia ou apenas sombra de alguém pra cravar-lhe a lâmina que cerze a cicatriz. o corte da realidade é caco de sonho não conquistado. não sangra mais arde como nada igual.
nestas tardes em que o sono bate mais o calor o repele como mosca, presumo que o sono é apenas um todo, desmembrado. a vida não.
feita de pedaços contabilizados no todo. alguns são o todo que se torna maior que os pedaços outros. d´outros, apenas pedaços que nunca somarão metades.
assim, ando cada vez mais sozinho. e quanto mais sozinho mais acompanhado: do todo ou em partes eu me abasteço de mim mesmo. e torno-me um vivente cego para as lâminas deste ser vidente.
Now playing: Fito Paez - Eso que llevas ahí via FoxyTunes
a vida ali na frente, sem pedaços de escolha, apenas o bife do mal passado fomentando o molho da parte que virá.
e o que virá, virá. não se sabe se colo ou companhia ou apenas sombra de alguém pra cravar-lhe a lâmina que cerze a cicatriz. o corte da realidade é caco de sonho não conquistado. não sangra mais arde como nada igual.
nestas tardes em que o sono bate mais o calor o repele como mosca, presumo que o sono é apenas um todo, desmembrado. a vida não.
feita de pedaços contabilizados no todo. alguns são o todo que se torna maior que os pedaços outros. d´outros, apenas pedaços que nunca somarão metades.
assim, ando cada vez mais sozinho. e quanto mais sozinho mais acompanhado: do todo ou em partes eu me abasteço de mim mesmo. e torno-me um vivente cego para as lâminas deste ser vidente.
Now playing: Fito Paez - Eso que llevas ahí via FoxyTunes
Wednesday, November 12, 2008
daqui a cincoenta anos
- faz tempo não?
- nem tanto;
- ora se faz, nem me lembro quando foi a última vez?
- deve ser por isso então que pergunta?
- pergunta?
- faz tempo não?
- ah! isso é força de expressão. frase do tipo quem é vivo sempre aparece. na falta de coisa mais elaborada a gente solta o clichê.
- mas faz tempo não quer dizer que a gente desapareceu?
- não é bem assim. é apenas uma maneira, digamos resumida, de tentar saber o que a pessoa andou fazendo quando estava longe dos nossos olhos.
- quer dizer então que aquela estória de que o que os olhos não veem o coração não sente é falsa ?
- não sacrifica. eu estava só perguntando como você tem andado; e não por onde tem andado. em suma, se estava vivo, capice?
- ah! então tá bom. quando souber te respondo.
Now playing: allman brothers - in memory of elisabeth reed via FoxyTunes
- nem tanto;
- ora se faz, nem me lembro quando foi a última vez?
- deve ser por isso então que pergunta?
- pergunta?
- faz tempo não?
- ah! isso é força de expressão. frase do tipo quem é vivo sempre aparece. na falta de coisa mais elaborada a gente solta o clichê.
- mas faz tempo não quer dizer que a gente desapareceu?
- não é bem assim. é apenas uma maneira, digamos resumida, de tentar saber o que a pessoa andou fazendo quando estava longe dos nossos olhos.
- quer dizer então que aquela estória de que o que os olhos não veem o coração não sente é falsa ?
- não sacrifica. eu estava só perguntando como você tem andado; e não por onde tem andado. em suma, se estava vivo, capice?
- ah! então tá bom. quando souber te respondo.
Now playing: allman brothers - in memory of elisabeth reed via FoxyTunes
Thursday, November 06, 2008
quase purê
“fé cega, faca amolada”, descasque esta: certas batalhas existem para serem travadas e não para serem vencidas.
é duro compreender isto. muito mais que perde-las. são derrotas ainda mais solitárias, porque desabonam o compreensível. ao perdedor que não fique de joelhos, um esgarçar de ironia, quase riso, que disfarça a trajetória do sal da lágrima perdida.
nesta batalhas, os vencedores fazem disto um alarde ao nível do carnaval. e o riso da vitória, fantasiosa ou não, é sustentado por números. e números são números. mas até para eles, perdedores são como noves fora.
com as máscaras de tal carnaval, o cordão dos puxa-saco cada vez engrossa mais, enquanto você não passa de porta-estandarte do bloco da solidão. quase suicídio é o sentimento. quase: eles só te matam se você quiser. caso contrario torna-te um incomodo sobrevivente a tal ponto que te chamarão de louco. eis a verdadeira face da lucidez. a cara borrada é a deles, não a tua.
de resto, cascas aos perdedores e aos vencedoras as batatas.
Now playing: I califfi - marshal jim 100 via FoxyTunes
é duro compreender isto. muito mais que perde-las. são derrotas ainda mais solitárias, porque desabonam o compreensível. ao perdedor que não fique de joelhos, um esgarçar de ironia, quase riso, que disfarça a trajetória do sal da lágrima perdida.
nesta batalhas, os vencedores fazem disto um alarde ao nível do carnaval. e o riso da vitória, fantasiosa ou não, é sustentado por números. e números são números. mas até para eles, perdedores são como noves fora.
com as máscaras de tal carnaval, o cordão dos puxa-saco cada vez engrossa mais, enquanto você não passa de porta-estandarte do bloco da solidão. quase suicídio é o sentimento. quase: eles só te matam se você quiser. caso contrario torna-te um incomodo sobrevivente a tal ponto que te chamarão de louco. eis a verdadeira face da lucidez. a cara borrada é a deles, não a tua.
de resto, cascas aos perdedores e aos vencedoras as batatas.
Now playing: I califfi - marshal jim 100 via FoxyTunes
Monday, November 03, 2008
um olho no humano outro no prato
um fundo de garrafa pet mal cortado. o suficiente para que seja improvisado um comedouro para que o gato sarnento de rua faça as refeições que lhe propus dar.
nada demais, eu sei. no espaço das calçadas fronteiriças sempre que saio ele está lá. vigiando cada vez mais os meus passos e dando-me bom dia quando saio ou boa noite ou madrugada quando chego.
o gato de pequenos olhos amarelos tem linha. black-white, se não fosse a sarna a altura do pescoço, que lhe deixa quase parecendo um galo em petição de miséria, seria uma peróla em qualquer sofá de cobertura.
penso que se tiver acesso a alimentação que não seja provida azeda ou quase-podre pelo lixo, sua sorte pode melhorar. não há de alcançar o sofá, mas alcançará mais rápidos muros e outros roteiros de fuga. já que na vida de rua, olho vivo sem forças, não basta para sobreviver.
com o gato aprendo que existe algo que não melhora. não a sua sarna, mas a enorme coceira humana em sua sina de sarna. já perdi as contas das vasilhas que andei a cortar para improvisar o tal vasilhame onde o tal gato possa se alimentar. mal as coloco, e sempre tem alguém a chutá-las, despejá-las, roubá-las, enfim, desaparecem como se o destino raso a que se lhe destinam agora fosse algo mais importante do que matar a sede e a fome do gato que tem linha, apesar da sarna, coisa que decidamente os humanos, adultos e crianças, que somem com a vasilha não tem.
para não perdê-las, fico de vigia, e o gato, que aprende rápido, como se já não soubesse o que é o dejeto humano após tanto tempo na rua, come o mais rápido que pode, para tentar salvar o pescoço: um olho no humano, outro no prato.
um simples vasilhame de pet "malamanhado" acaba sendo o portal revelador de quem é quem neste mundo de chuta-vasilhas sem nexo: o gato sarnento que tem linha, e que não a perde. mesmo sabendo que sou eu que lhe ajuda, e que não chuto - nem vasilhames, nem gatos - mantém a distância, alertando-me para evitar o contágio com os sarnentos sem linha que indubitavelmente são os humanos e não o gato que ainda que sarnento seja o é de outra espécie.
nada demais, eu sei. no espaço das calçadas fronteiriças sempre que saio ele está lá. vigiando cada vez mais os meus passos e dando-me bom dia quando saio ou boa noite ou madrugada quando chego.
o gato de pequenos olhos amarelos tem linha. black-white, se não fosse a sarna a altura do pescoço, que lhe deixa quase parecendo um galo em petição de miséria, seria uma peróla em qualquer sofá de cobertura.
penso que se tiver acesso a alimentação que não seja provida azeda ou quase-podre pelo lixo, sua sorte pode melhorar. não há de alcançar o sofá, mas alcançará mais rápidos muros e outros roteiros de fuga. já que na vida de rua, olho vivo sem forças, não basta para sobreviver.
com o gato aprendo que existe algo que não melhora. não a sua sarna, mas a enorme coceira humana em sua sina de sarna. já perdi as contas das vasilhas que andei a cortar para improvisar o tal vasilhame onde o tal gato possa se alimentar. mal as coloco, e sempre tem alguém a chutá-las, despejá-las, roubá-las, enfim, desaparecem como se o destino raso a que se lhe destinam agora fosse algo mais importante do que matar a sede e a fome do gato que tem linha, apesar da sarna, coisa que decidamente os humanos, adultos e crianças, que somem com a vasilha não tem.
para não perdê-las, fico de vigia, e o gato, que aprende rápido, como se já não soubesse o que é o dejeto humano após tanto tempo na rua, come o mais rápido que pode, para tentar salvar o pescoço: um olho no humano, outro no prato.
um simples vasilhame de pet "malamanhado" acaba sendo o portal revelador de quem é quem neste mundo de chuta-vasilhas sem nexo: o gato sarnento que tem linha, e que não a perde. mesmo sabendo que sou eu que lhe ajuda, e que não chuto - nem vasilhames, nem gatos - mantém a distância, alertando-me para evitar o contágio com os sarnentos sem linha que indubitavelmente são os humanos e não o gato que ainda que sarnento seja o é de outra espécie.
Tuesday, October 28, 2008
lusco-fusco
olhos verdes sargaço, era o mar. mar não, oceano.
olhos azuis estelares era o céu. céu, não era o universo.
olhos castanhos mel, era o próprio, próprio não, era mais que isso, sendo a pura própolis, a visão da colméia nua.
olhos negros como o petróleo, petróleo não, eram o pré-sal a superfície.
olhos cinza fôscos, nenhum brilho à vista, mais ainda assim não havia nenhum prenúncio da escuridão que lhe poria fim ao lume para todos os olhos que não tem a correspondência da visão de quem apenas enxerga pela imaginação.
Now playing: The Flying Burrito Brothers - Just Can't Be via FoxyTunes
olhos azuis estelares era o céu. céu, não era o universo.
olhos castanhos mel, era o próprio, próprio não, era mais que isso, sendo a pura própolis, a visão da colméia nua.
olhos negros como o petróleo, petróleo não, eram o pré-sal a superfície.
olhos cinza fôscos, nenhum brilho à vista, mais ainda assim não havia nenhum prenúncio da escuridão que lhe poria fim ao lume para todos os olhos que não tem a correspondência da visão de quem apenas enxerga pela imaginação.
Now playing: The Flying Burrito Brothers - Just Can't Be via FoxyTunes
Thursday, October 23, 2008
item de bagagem
andava a procura do lugar que imaginava tornaria tudo diferente. um lugar só seu, tão seu que nenhum outro lugar pareceria igual. mas o que precisava ser diferente era o próprio. do jeito que estava, não iria mesmo a lugar nenhum que não fosse ele. o que dava no mesmo de sempre: ficar a pensar num lugar diferente.
Now playing: Brett Anderson - A Different Place via FoxyTunes
Now playing: Brett Anderson - A Different Place via FoxyTunes
Tuesday, October 21, 2008
um quase bocejo
tenho dormido pouco ou quase nada ultimamente. não se trata de insônia ou de algum castigo posto. o dia é pouco para quem não tem nada a fazer. para se ficar na mais completa vagabundagem seriam preciso no mínimo quarenta e oito horas só para o período vespertino.
o nada fazer toma um tempo absoluto do fazer tudo mesmo que ele se traduza em nada neste momento.
há tantos sonhos por dormir que por enquanto é melhor não acordá-los.
Now playing: sondre lerche - sleep on neddles via FoxyTunes
o nada fazer toma um tempo absoluto do fazer tudo mesmo que ele se traduza em nada neste momento.
há tantos sonhos por dormir que por enquanto é melhor não acordá-los.
Now playing: sondre lerche - sleep on neddles via FoxyTunes
Sunday, October 19, 2008
lazer invertido
em dias de domingo, só pra variar, deviamos todos subir o morro como descem os meninos do morro para a praia. desconfio que, sem revanchismos, e sem paternalismo, sairiamos ganhando, inclusive o espírito de meninos outra vez.
Now playing: Milton Banana - O menino desce o morro via FoxyTunes
Now playing: Milton Banana - O menino desce o morro via FoxyTunes
Monday, October 13, 2008
passeio vespertino à beira-mar
um pouco de ar marinho vai me fazer bem no final da tarde. e lá vou eu, iludido, mirando pombos em orlas que não tem gaivotas e onde os ratos afugentam gatos, mal respeitando chusmas de cães que vão vivendo enquanto podem por alí.
se isso já não era um prenúncio, as narinas trazem-me a verdade em flagrância que nos é a todos familiar. maresia? qual nada. o mais profundo e inequívoco cheiro de bosta, que antevem mancha marrom a brotar tripudiando do verde daquilo que já foi meu mar.
de graça resta a placa que alerta aos turistas sobre a possibilidade, bem concreta, de ataque dos tubarões. quer dizer, se eles ultrapassarem - tubarões e humanos - não a barreira de coral mas a de bosta daqueles que a fizeram e contemplam da varanda dos novos edifícios a beira-mar da primeira cidade patrimônio-cultural do país.
moral da história: ou a nossa cultura é uma merda ou nosso maior patrimônio agora é bosta.
Now playing: Agalloch - The Isle Of Summer via FoxyTunes
se isso já não era um prenúncio, as narinas trazem-me a verdade em flagrância que nos é a todos familiar. maresia? qual nada. o mais profundo e inequívoco cheiro de bosta, que antevem mancha marrom a brotar tripudiando do verde daquilo que já foi meu mar.
de graça resta a placa que alerta aos turistas sobre a possibilidade, bem concreta, de ataque dos tubarões. quer dizer, se eles ultrapassarem - tubarões e humanos - não a barreira de coral mas a de bosta daqueles que a fizeram e contemplam da varanda dos novos edifícios a beira-mar da primeira cidade patrimônio-cultural do país.
moral da história: ou a nossa cultura é uma merda ou nosso maior patrimônio agora é bosta.
Now playing: Agalloch - The Isle Of Summer via FoxyTunes
Sunday, October 12, 2008
a tensão ao cruzar a linha

ultrapassada a linha, a maioria pensa logo em voltar. por poucos metros que sejam, a distância da volta metamorfoseia-se em quilométrica. e, para piorar, nada do que você deixou lhe espera, mesmo quando abre os braços para você.
a linha que separa o que foi e o que pode ser, é justamente você. e ainda assim, são poucos os que cruzam a linha com algo mais que tesão.
Now playing: Brett Anderson - Knife Edge via FoxyTunes
Wednesday, October 08, 2008
moldura ou: creme dental com flúor
".... quando olho no espelho, estou ficando velho e acabado".
o velho hit do cassiano bateu hoje de frente com a minha imagem. velho e acabado? pergunto a mim mesmo ainda mais trincado: por dentro, ou por fora, o que mais velho e acabado?
a vaidade, ou talvez um resto de afirmação da sobrevivência, procura saídas frente a imagem, que ainda consegue sorrir diante dos sete anos de azar a mais. talvez esta a melhor resposta. ainda consigo cuspir diante das "questões existenciais", levantadas pela mente sonolenta de quem ainda acorda com dantes.
diante da falsa idade do dilema que tem lá a sua verdade, a testa franze mais: o que seria pior? estar mais velho e acabado por dentro ou por fora?
bem, pior que isso, só mesmo os dois ao mesmo tempo, gargarejo.
termino de escovar os dentes e desembaço a imagem do espelho. por hoje ainda dá pro gasto. amanhã estarei melhor do que ontem, se não fossem estas olheiras que a espuma de outras manhãs as vezes esconde.
Now playing: cassiano - a lua e eu via FoxyTunes
o velho hit do cassiano bateu hoje de frente com a minha imagem. velho e acabado? pergunto a mim mesmo ainda mais trincado: por dentro, ou por fora, o que mais velho e acabado?
a vaidade, ou talvez um resto de afirmação da sobrevivência, procura saídas frente a imagem, que ainda consegue sorrir diante dos sete anos de azar a mais. talvez esta a melhor resposta. ainda consigo cuspir diante das "questões existenciais", levantadas pela mente sonolenta de quem ainda acorda com dantes.
diante da falsa idade do dilema que tem lá a sua verdade, a testa franze mais: o que seria pior? estar mais velho e acabado por dentro ou por fora?
bem, pior que isso, só mesmo os dois ao mesmo tempo, gargarejo.
termino de escovar os dentes e desembaço a imagem do espelho. por hoje ainda dá pro gasto. amanhã estarei melhor do que ontem, se não fossem estas olheiras que a espuma de outras manhãs as vezes esconde.
Now playing: cassiano - a lua e eu via FoxyTunes
Thursday, October 02, 2008
o futuro do antigamente
saudosos estão sempre a dizer que antigamente é que era. isso e aquilo, antigamente é que era bom.
eu, quero saber é como vai ser o antigamente do futuro.
Now playing: zuco 103 - fome total via FoxyTunes
eu, quero saber é como vai ser o antigamente do futuro.
Now playing: zuco 103 - fome total via FoxyTunes
Wednesday, October 01, 2008
pena por pena
imaginar que confinamos seres que não sabem o que é limitação de espaço a um espaço exiguo e "humanamente" preparado sempre me causou uma enorme confusão.
sempre que passo por alguma varanda ou cômodo onde vejo gaiolas com passarinhos, lembro-me que o canto da liberdade assoviado por aqueles bicos é soprado sempre por um apito violentado no furo no peito da ave em vida empalhada. não se consegue imaginar a dor de um ser de asas sem vôo em plena vida por toda uma vida. nem mesmo os que vivem na prisão chegam perto, por mais miseráveis que sejam as suas condições.
?que espécie somos nós, capazes de cantar hinos a liberdade e tornar este mesmo canto tão sufocado, tão aguilhoado, tão mesquinho, tão dilacerado? temos ouvidos assim tão tôscos? que escutando a melodia da tristeza saudamô-na apenas como beleza conquistada em cárcere privado?
creio que para todas as espécies, seria muito melhor que o homem desaparecesse da face da terra. só assim a liberdade a habitaria por completo.
mas desejar isso não seria pregar uma espécie de liberdade condicionada?
da minha gaiola digo que as aves – e alguns homens – não deveriam nunca escutar o canto da liberdade na forma como lhe soam os pássaros com e sem penas. apenas imagina-lo-íamos de uma forma tal, que nunca os pudéssemos aprisionar no que quer que fosse, sequer no pensamento.
e assim, permanecendo livre, quanto mais inatingível, maior a liberdade de nunca tê-los como objeto de domínio, posse, cativeiro ou escravidão.
os sonhos de quem não tem asas são sempre diferentes de quem as tem, inteiras ou partidas. aprisionadas ou perdidas e pior ainda: sequer percebidas
Now playing: yothu yindi - Tribal Voice via FoxyTunes
sempre que passo por alguma varanda ou cômodo onde vejo gaiolas com passarinhos, lembro-me que o canto da liberdade assoviado por aqueles bicos é soprado sempre por um apito violentado no furo no peito da ave em vida empalhada. não se consegue imaginar a dor de um ser de asas sem vôo em plena vida por toda uma vida. nem mesmo os que vivem na prisão chegam perto, por mais miseráveis que sejam as suas condições.
?que espécie somos nós, capazes de cantar hinos a liberdade e tornar este mesmo canto tão sufocado, tão aguilhoado, tão mesquinho, tão dilacerado? temos ouvidos assim tão tôscos? que escutando a melodia da tristeza saudamô-na apenas como beleza conquistada em cárcere privado?
creio que para todas as espécies, seria muito melhor que o homem desaparecesse da face da terra. só assim a liberdade a habitaria por completo.
mas desejar isso não seria pregar uma espécie de liberdade condicionada?
da minha gaiola digo que as aves – e alguns homens – não deveriam nunca escutar o canto da liberdade na forma como lhe soam os pássaros com e sem penas. apenas imagina-lo-íamos de uma forma tal, que nunca os pudéssemos aprisionar no que quer que fosse, sequer no pensamento.
e assim, permanecendo livre, quanto mais inatingível, maior a liberdade de nunca tê-los como objeto de domínio, posse, cativeiro ou escravidão.
os sonhos de quem não tem asas são sempre diferentes de quem as tem, inteiras ou partidas. aprisionadas ou perdidas e pior ainda: sequer percebidas
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Tuesday, September 30, 2008
prison break
é um círculo vicioso. mas do tipo que encolhe ou que expande ?
Now playing: Bulletproof Messenger - Heavenly Answer via FoxyTunes
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Sunday, September 28, 2008
causa mortis
choramos pelos brinquedos perdidos mas não pela perda do espírito da brincadeira.
e é isto que nos mata(antes do tempo)
Now playing: BLS - Lost Heaven
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e é isto que nos mata(antes do tempo)
Now playing: BLS - Lost Heaven
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Friday, September 26, 2008
tatibate
- qual a sua música preferida, perguntou, puxando conversa.
- o silêncio, respondeu-lhe, pausada e musicalmente falando.
Now playing: charlelie couture - mon amour interdit via FoxyTunes
- o silêncio, respondeu-lhe, pausada e musicalmente falando.
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Tuesday, September 23, 2008
ausência imperdoável
detesto enterros.
primeiro, porque a coisa em sí fede. sejam flores, sejam parentes, seja o presunto. apesar de tudo que se diga e se faça em contrário.
segundo, porque para quem tem como meta o "descanse em paz", preço de tal cerimônia também cheira a furto.
pretendo não ir ao meu. mas ao que tudo indica não terei como justificar a ausência de uma presença que certamente não fará falta alguma. mas que contentará a muitos, a uma distância quanto mais melhor. ainda que muitos reclamem da falta de troco para o pedágio.
meu projeto de vida, ou seria de morte, ser escapadiço ao velório apesar de aí já não mais ser. se o enterro é uma grande sacanagem. o velório é o supra-sumo. enquanto o cadáver luta para acostumar-se com a fria, as orelhas fervem a cada legenda dos "convidados". devo providenciar então, algum para o suborno. se quiser escapar dessa roubada que é o velório, espécie de entrada para o prato principal que fatalmente levará alguém a comer a sobremesa: a viúva ou o viúvo. em que pesem uns degenerados que não param de pensar em traçar o resto da família incluindo as avós e poodles.
se antes bastavam umas moedas para o barqueiro,agora exigem cadastro,identidade e cpf e fiador. fiador para o morto?! sim, principalmente se ele for muito vivo.
por isso tudo mesmo estou mortificado desde já. mas por enquanto vou fingindo, ao que tudo indica mal: os cus dos coveiros que o digam.
Now playing: Lesbians On Ecstasy - Mortified
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primeiro, porque a coisa em sí fede. sejam flores, sejam parentes, seja o presunto. apesar de tudo que se diga e se faça em contrário.
segundo, porque para quem tem como meta o "descanse em paz", preço de tal cerimônia também cheira a furto.
pretendo não ir ao meu. mas ao que tudo indica não terei como justificar a ausência de uma presença que certamente não fará falta alguma. mas que contentará a muitos, a uma distância quanto mais melhor. ainda que muitos reclamem da falta de troco para o pedágio.
meu projeto de vida, ou seria de morte, ser escapadiço ao velório apesar de aí já não mais ser. se o enterro é uma grande sacanagem. o velório é o supra-sumo. enquanto o cadáver luta para acostumar-se com a fria, as orelhas fervem a cada legenda dos "convidados". devo providenciar então, algum para o suborno. se quiser escapar dessa roubada que é o velório, espécie de entrada para o prato principal que fatalmente levará alguém a comer a sobremesa: a viúva ou o viúvo. em que pesem uns degenerados que não param de pensar em traçar o resto da família incluindo as avós e poodles.
se antes bastavam umas moedas para o barqueiro,agora exigem cadastro,identidade e cpf e fiador. fiador para o morto?! sim, principalmente se ele for muito vivo.
por isso tudo mesmo estou mortificado desde já. mas por enquanto vou fingindo, ao que tudo indica mal: os cus dos coveiros que o digam.
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Monday, September 22, 2008
pôncio pilates
viver não cansa. o que cansa são as flexões(as genuflexões nem me fale).
Now playing: Sly & the Family Stone - Keep on Dancin'
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Sunday, September 21, 2008
ao tabelião
de minha mãe, as pernas finas. do meu pai, o "bucho de guaru". da minha vó, as manchas da erizipela.
do meu avô, a propensão a ficar sábio mas quase certeza arruinado; como se não bastassem as ameaças do coração.
dos tios, a próstata sempre ameaçadora.
perante tal lista que, se continuo, revelar-se-ia interminável, resolvi então dar uma basta. e me auto-deserdar, desta herança de família que reunida praguejou irredutível. nem os primos aceitam que eu cumpra outro destino que não seja a sina.
atesto-lhe de firma reconhecida que o meu destino será outro: o de não passar adiante tal tradição, mediante o recurso de abdicar também de filhos. coisa que na família apenas um intentou mas que sofreu o recurso da adoção.
blood is blood. mas comigo não violão. nas minhas veias corre mágoa.
Now playing: Serj Tankian - The Unthinking Majority
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do meu avô, a propensão a ficar sábio mas quase certeza arruinado; como se não bastassem as ameaças do coração.
dos tios, a próstata sempre ameaçadora.
perante tal lista que, se continuo, revelar-se-ia interminável, resolvi então dar uma basta. e me auto-deserdar, desta herança de família que reunida praguejou irredutível. nem os primos aceitam que eu cumpra outro destino que não seja a sina.
atesto-lhe de firma reconhecida que o meu destino será outro: o de não passar adiante tal tradição, mediante o recurso de abdicar também de filhos. coisa que na família apenas um intentou mas que sofreu o recurso da adoção.
blood is blood. mas comigo não violão. nas minhas veias corre mágoa.
Now playing: Serj Tankian - The Unthinking Majority
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Wednesday, September 17, 2008
ciganos são os nomes
as pessoas são as mesmas. até que lhe ponhamos nomes.
Now playing: allman brothers - melissa
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Tuesday, September 16, 2008
cântico quase quântico
piamente acreditava que paralelas se encontram ao final. quantos múltiplos do tempo que se mede com outro tempo levaria, ao menos para que chegasse próximo de um afago, ainda que fosse calafrio nas penugens da mão dela ?
eternidade sem curvas? ou de novo seria preciso um big-bang?
Now playing: washington espinola - feeling allright
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eternidade sem curvas? ou de novo seria preciso um big-bang?
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Monday, September 15, 2008
anti-onda-éter
?que deuses são estes que para serem ouvidos cada vez mais precisam de programas de televisão? de horários comprados na latada, com a grana arrancada da comida das crianças, dos remédios do idosos, da esperança tomada da auto-resolução da vida por bispos em constantes cheques-mates endossados por eles mesmos?
patrocinadores e patrocinados garantem que sua fé em deus lhes dá mais espaço, sobretudo.
Now playing: Erasmo Carlos - queremos saber
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patrocinadores e patrocinados garantem que sua fé em deus lhes dá mais espaço, sobretudo.
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Sunday, September 14, 2008
afeganistão
montanhas de pedras picando a vista; enquanto prometeus às avessas revelam a escuridão dos homens, não importa a fé.
Now playing: Yusuf Islam - Midday ( Avoid City After Dark )
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Saturday, September 13, 2008
como um pudim
tiro na nuca da moral. caiu de boca. as testemunhas negaram o fato, como convinha à pudícia.
Now playing: La Oreja de Van Gogh - cuentame al oido
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Friday, September 12, 2008
das más companhias
cada vez mais chego a conclusão(nada modesta)de que não há melhor companhia para mim do que mim mesmo.
Now playing: Rinôçérôse - My Demons
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Now playing: Rinôçérôse - My Demons
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Thursday, September 11, 2008
uma questão de vocação
para ser ermitão. pois nada como não ter quem lhe importune, a começar de você mesmo.
Now playing: renato teixeira - vira-bosta
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Wednesday, September 10, 2008
das mulas
tenho muitas dúvidas sobre um processo eleitoral onde a quantidade predomina(sempre) sobre a qualidade; onde vota-se obrigado em nome da liberdade; e onde candidatos ditos democratas arrestam milhares, milhões de votos com base em suas praticas desonestas e até criminais.
mas não tenho dúvidas nenhuma sobre a democracia. ainda que ela permita isso.
certeza tenho mesmo, é que nós não fazemos por merecê-la ou fazê-la melhor. isto antes, durante e depois do voto. e assim sendo, talvez por isto mesmo, a mula manque.
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Now playing: Van Morrison - School of Hard Knocks
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mas não tenho dúvidas nenhuma sobre a democracia. ainda que ela permita isso.
certeza tenho mesmo, é que nós não fazemos por merecê-la ou fazê-la melhor. isto antes, durante e depois do voto. e assim sendo, talvez por isto mesmo, a mula manque.
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Monday, September 08, 2008
gramática mortal
na saída da lan house, pé esquerdo no asfalto, direito em cima do meio-fio. não deu tempo sequer de colocar os dois em paralelo. um solavanco e no tranco passou-se no vácuo do vulto que a tudo escureceu. foi livro pra todo lado, gramática aos seus pés. no último respiro ainda ouviu de memória as recomendações maternas: "do colégio para casa, que lugar de gente decente não é na rua". e assim, de pronto, expirou um sonoro vá pra puta que os pariu! que deixou ensimesmados os poucos transeuntes que presenciaram o brado.
tivesse um pouquinho mais de vida e não escaparia da correção de memória: - pra não, viu? que pra é coisa de gentinha.
mais um pouquinho de ar e ela ainda lhe torturaria: quando é que você vai aprender a escrever no português correto meu filho? freqüentando lan house é que não vai.
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Now playing: Stanley Clarke - School days
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Now playing: Stanley Clarke - School days
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tivesse um pouquinho mais de vida e não escaparia da correção de memória: - pra não, viu? que pra é coisa de gentinha.
mais um pouquinho de ar e ela ainda lhe torturaria: quando é que você vai aprender a escrever no português correto meu filho? freqüentando lan house é que não vai.
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Now playing: Stanley Clarke - School days
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Now playing: Stanley Clarke - School days
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Sunday, September 07, 2008
too far(anjos do sul)
pensou que o caminho da volta seria mais rápido do que o de ida mas esqueceu-se do quanto havia caminhado.
talvez melhor assim. podia desanimar e querer voltar do meio.
fora longe demais. e nestes casos a volta só podia ser para frente. para sempre.
e esta foi a descoberta de quem descobriria o que nunca descobriu apesar de ter percorrido todo o caminho.
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Now playing: Sergio Dias - Anjos Do Sul
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talvez melhor assim. podia desanimar e querer voltar do meio.
fora longe demais. e nestes casos a volta só podia ser para frente. para sempre.
e esta foi a descoberta de quem descobriria o que nunca descobriu apesar de ter percorrido todo o caminho.
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Now playing: Sergio Dias - Anjos Do Sul
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Friday, September 05, 2008
memórias modestas
feito de muitos que não conseguiam ser um só ele não conseguia ser ele mesmo.
alma fragmentada ou sementes por desbrochar?
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Now playing: Luiz Melodia - Congênito
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alma fragmentada ou sementes por desbrochar?
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Now playing: Luiz Melodia - Congênito
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Wednesday, September 03, 2008
histórias que as fonoaudiólogas não contam
era gago. e se precipitadamente você julga que isso atrapalhava o casa nova, pode ir tirando o cavalinho da chuva. muito pelo contrário era disso que elas gostavam. e como.
curiosidade e o uso da palavra ou melhor das meias palavras certas. elas comiam os dedos para saber o que ele estava querendo dizer. havia riso sim, mas não o riso da pilhéria, da galhofa, do vexame. havia o riso nervoso do que será que aqueles lábios carnudos(gago sem lábio carnudos não tem lá muita chance) queriam dizer. e o segredo maior era que para além da curiosidade delas, aquela pendenga feminima mal resolvida que ele explorava muito bem: qual delas não gostaria de ser aquela que lhe curou a gagueira, pelo menos momentaneamente, a tal ponto de ouvir o que as outras nunca ouviram? e assim lá ia ele. gago por cima mas muito ágil e fluente por baixo.
da ala masculina, ninguém nunca acreditou muito nesta história. mas encasquetavam-se: não era rico, bonito nem tanto, e mesmo " que melasse o pinto no açucareiro toda manhã" nenhuma evidência pomposa do porque fazer aquele sucesso todo com as mulheres, fossem quais fossem, independente de estatura moral, carnal, espiritual. o gago atraia mais mulheres do que papel-mosca. e mulher-mosca(depois das mulheres frutas vem as moscas) nunca era demais, e assim passavam boa parte do tempo a pensar muitas vezes numa certa pose de pensador que não correspondia exatamente a figura de rodin.
e assim, quem diria, era o galo do pedaço, gago. absurdo ou impossível, o gago despertava o sol, quer dizer o calor da bacurinha no mulherio.
mas como nem gagueira dura para sempre, mudaram os tempos, outras mulheres no pedaço e eis que esbarra numa fonoaudióloga que ninguém sabe se contratada pela tal ala masculina que fez-se desgraça daquelas que não é pouca nem bobagem: curou-lhe a gagueira.
hoje mais solitário e melancólico do que pequeno príncipe a sós em outro planeta, não passa de um tatibate a tresandar delirantemente a busca de emoções fortes, a tal ponto de pensar em fazer da língua semi-coto que lhe traga a gagueira de volta.
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Now playing: Sheryl Crow - If It Makes You Happy
via FoxyTunes
curiosidade e o uso da palavra ou melhor das meias palavras certas. elas comiam os dedos para saber o que ele estava querendo dizer. havia riso sim, mas não o riso da pilhéria, da galhofa, do vexame. havia o riso nervoso do que será que aqueles lábios carnudos(gago sem lábio carnudos não tem lá muita chance) queriam dizer. e o segredo maior era que para além da curiosidade delas, aquela pendenga feminima mal resolvida que ele explorava muito bem: qual delas não gostaria de ser aquela que lhe curou a gagueira, pelo menos momentaneamente, a tal ponto de ouvir o que as outras nunca ouviram? e assim lá ia ele. gago por cima mas muito ágil e fluente por baixo.
da ala masculina, ninguém nunca acreditou muito nesta história. mas encasquetavam-se: não era rico, bonito nem tanto, e mesmo " que melasse o pinto no açucareiro toda manhã" nenhuma evidência pomposa do porque fazer aquele sucesso todo com as mulheres, fossem quais fossem, independente de estatura moral, carnal, espiritual. o gago atraia mais mulheres do que papel-mosca. e mulher-mosca(depois das mulheres frutas vem as moscas) nunca era demais, e assim passavam boa parte do tempo a pensar muitas vezes numa certa pose de pensador que não correspondia exatamente a figura de rodin.
e assim, quem diria, era o galo do pedaço, gago. absurdo ou impossível, o gago despertava o sol, quer dizer o calor da bacurinha no mulherio.
mas como nem gagueira dura para sempre, mudaram os tempos, outras mulheres no pedaço e eis que esbarra numa fonoaudióloga que ninguém sabe se contratada pela tal ala masculina que fez-se desgraça daquelas que não é pouca nem bobagem: curou-lhe a gagueira.
hoje mais solitário e melancólico do que pequeno príncipe a sós em outro planeta, não passa de um tatibate a tresandar delirantemente a busca de emoções fortes, a tal ponto de pensar em fazer da língua semi-coto que lhe traga a gagueira de volta.
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