ao custo de um pan, o rio, e o brasil - o rio é o brasil no pan, já dizia o césar maia nas propaganda eleitoral - deram um sumiço na mídia abafando seu complexo do alemão.
custou caro mas resultou. vamos ver agora depois do pan como o rio vai encarar a vida de volta ao pan, pan, pan da polícia contra o ratátátá dos traficantes. neste cenário panamericano a única prova é continuar vivo o que não dá direito a medalha. medalha ganha só pra quem morre, nem de ouro,prata ou bronze, mas etiqueta de identificação no iml sem direito a execução do hino nacional, mas há quem se contente com hinos evangélicos-
contudo o investimento no pan revelou-se insuficiente para abafar por mais pan pan pan que fosse o estouro do avião da tam.
quando pan novamente, vai demorar. pira de aviões a desabar, nem sendo demasiadamente otimista pode se garantir que não teremos antes do próximo.
porque o brasil pode ter ganho meia centena de medalhas de ouro,mistura de garra,dedicação, talento e competência, mas ainda vai matar centenas e centenas, só na aviação, pelo mesmo instinto assassino bem nutrido pela mistura de incompetência, descaso e nulidade política que carregamos em nossas tripas indignadas apenas enquanto duram as chamas que logo logo se apagam em luto como o arrebol.
viagens,rotas e destinos.pirambeiras,becos e ruelas. atalhos e picadas.portas,pontilhões e ponta-pés. vida trilhada à pele.enfim,um blog que coleciona topadas e joanetes a procura da reflexologia podal.
Sunday, July 29, 2007
Thursday, July 26, 2007
hasta cuando?
de um lado me diz maquiavel: que nada mais dificil do que instaurar uma nova ordem de coisas. de outro, que a realidade é o que é. e não a que gostaríamos que ela fosse.
meu trabalho é desdizer maquiavel, sem deixar de observar-lhe as agudezas das observações. nem discuto se vou ou se já consegui. mas quando vejo a falta de luta, em todos os lugares onde vou, e aqueles que preferem fingir mudar a assumir que já se tornaram estátuas, tento convencer-me que a única maneira de não me tornar estátua também é seguir tentando.
e lá vou eu para mais uma jornada de trabalho.
meu trabalho é desdizer maquiavel, sem deixar de observar-lhe as agudezas das observações. nem discuto se vou ou se já consegui. mas quando vejo a falta de luta, em todos os lugares onde vou, e aqueles que preferem fingir mudar a assumir que já se tornaram estátuas, tento convencer-me que a única maneira de não me tornar estátua também é seguir tentando.
e lá vou eu para mais uma jornada de trabalho.
Friday, July 20, 2007
placar apertado
somos fregueses de cuba no volley.
mas há uma grande diferença:lá o 'grande ditador'teve savoir-faire quando derrotamos as cubanas(no basquete,claro)valorizando ainda mais a nossa vitória - e a figura dele, também a dos cubanos,que marcou seu chuá,enxergando para fora das quadras a possibilidade de ser vencedor a despeito do resultado do placar.
aqui, graças ao presidente, ao qual também pode ser feita a leitura de 'grande ditador', a julgar por sua reação a vaia,nossa derrota é dupla e por isso mesmo pra lá de vergonhosa.
lula perdeu por w.o. medo de novas vaias?
fica-se a perguntar: e então? onde fica o infeliz sou brasileiro e não desisto nunca? se o presidente deles é o primeiro a fugir da raia?
que falta de esportividade heim?
mas há uma grande diferença:lá o 'grande ditador'teve savoir-faire quando derrotamos as cubanas(no basquete,claro)valorizando ainda mais a nossa vitória - e a figura dele, também a dos cubanos,que marcou seu chuá,enxergando para fora das quadras a possibilidade de ser vencedor a despeito do resultado do placar.
aqui, graças ao presidente, ao qual também pode ser feita a leitura de 'grande ditador', a julgar por sua reação a vaia,nossa derrota é dupla e por isso mesmo pra lá de vergonhosa.
lula perdeu por w.o. medo de novas vaias?
fica-se a perguntar: e então? onde fica o infeliz sou brasileiro e não desisto nunca? se o presidente deles é o primeiro a fugir da raia?
que falta de esportividade heim?
Monday, July 16, 2007
problemas dos novos tempos ou seria da nova idade?
uma das conquistas da vida moderna é que conquistamos a fonte da juventude na idade. um certa confusão ainda se é uma conquista cronológica ou biológica. mas o fato é que hoje nos sentimos - ou fingimos - que continuamos mais jovens apesar da idade que vai avançando em disparada a única coisa que nos aproxima de alguns eventos que lembram a velocidade da adolescência. ?
a pressão da sociedade, alguma conquistas da bio-medicina e pronto, temos cinquentões e cinquentonas com ares de quarentões e, diz.se, muito deles com cabeça de trintões e até de vintões.
mas ai reside o problema deste "desajuste" entre a cabeça e o velho coração que bate jovem num corpo já não tão jovem. olhamos com olhos de jovens apaixonados pela vida, e fome de últimas vezes para qualquer naco de vida que nos apetece, seja sob a forma de um corpo que sempre queremos mais jovem, ignorando nosso espelho, ainda mais se nos sentimos mais jovens e isso cria uma série de conflitos voluntários e involuntários.
corpo de cinquenta, cabeça de trinta, tesão de adolescente? nem todo mundo nos olha assim. e quando olhamos para todo mundo assim, o mundo nos vê assim ou com cabeça de cincoenta, tesão de sessenta e corpo de setenta?(ainda de fosse os anos setenta). e estas meninas de 12, com cara de 18, as de 18 com cara de 25, por que raios tem de estar sempre em nosso caminho ? (se você é mulher faça sua versão feminina do problema).
alguma coisa me diz que é preciso ajustar a cabeça ao corpo. o coração não vale a pena. este será um eterno desajustado.
a pressão da sociedade, alguma conquistas da bio-medicina e pronto, temos cinquentões e cinquentonas com ares de quarentões e, diz.se, muito deles com cabeça de trintões e até de vintões.
mas ai reside o problema deste "desajuste" entre a cabeça e o velho coração que bate jovem num corpo já não tão jovem. olhamos com olhos de jovens apaixonados pela vida, e fome de últimas vezes para qualquer naco de vida que nos apetece, seja sob a forma de um corpo que sempre queremos mais jovem, ignorando nosso espelho, ainda mais se nos sentimos mais jovens e isso cria uma série de conflitos voluntários e involuntários.
corpo de cinquenta, cabeça de trinta, tesão de adolescente? nem todo mundo nos olha assim. e quando olhamos para todo mundo assim, o mundo nos vê assim ou com cabeça de cincoenta, tesão de sessenta e corpo de setenta?(ainda de fosse os anos setenta). e estas meninas de 12, com cara de 18, as de 18 com cara de 25, por que raios tem de estar sempre em nosso caminho ? (se você é mulher faça sua versão feminina do problema).
alguma coisa me diz que é preciso ajustar a cabeça ao corpo. o coração não vale a pena. este será um eterno desajustado.
Saturday, July 14, 2007
pan dopados
se depender dos nossos narradores e comentaristas do pan, o brasil terminaria o pan cheio das medalhas de titanium. o ufanismo desbragado que por fim da força no começo das provas que todos nossos atletas conquistem o ouro. a meio da prova já são fenomenais se ganharem o prata e ao fim, foi um grande feito, principalmente para aqueles que vem de "origem humilde", como se a falta de condições de nascença fosse a nossa desgraça e redenção através de um ou outro que consegue completar uma prova.
a política de esportes do brasil é tal e qual a sua política. completamente dopada pela manipulação de discursos que embotam a falta de investimento e uma visão de longo prazo, fora do espetaculoso, a única capaz de levar os atletas ao podium sem o dopping da ilusão que a raça por sí só ganha medalhas que não sejam de consolação.
é por isso que no brasil temos os zé das medalhas em todos os setores. e já queremos as tais medalhas na olímpiada e na copa.
excesso de atletas e falta de modalidades?
a política de esportes do brasil é tal e qual a sua política. completamente dopada pela manipulação de discursos que embotam a falta de investimento e uma visão de longo prazo, fora do espetaculoso, a única capaz de levar os atletas ao podium sem o dopping da ilusão que a raça por sí só ganha medalhas que não sejam de consolação.
é por isso que no brasil temos os zé das medalhas em todos os setores. e já queremos as tais medalhas na olímpiada e na copa.
excesso de atletas e falta de modalidades?
Wednesday, July 11, 2007
os desprazeres dos prazeres
o prazer de comer, gosta? inigualável. mas acontece que se você dedicar-se por inteiro comer deixa de ser um prazer e passa a ser um desprazer, porque pra comer cada vez mais, sem que deixe de ser um prazer(comer inevitavelmente engorda) você não pode comer como lhe manda o prazer para não ter o desprazer que espelho certamente lhe proporcionará.
acontece com todos os prazeres da vida. vida dura. tudo que gostamos de fazer por prazer tem um limite contido no próprio prazer. sexo, por exemplo. há um limite entre o apetite, a performance e o saciamento. quanto mais se gosta de fazer menos prazer ele dará, a não ser evidentemente que você seja um príapo ou padeça do furor uterino que comete algumas entidades, que nem assim livram-se totalmente da ameça do tédio do prazer, um dos mal estares da nossa civilização.
o chato disso tudo, é que pousa inadvertidamente sobre a nossa cabeça a máxima de que a virtude está no meio. mas que virtude há em limitar o prazer pela mediação, quando se é um hedonista, mesmo que amador?
descobre-se assim que o prazer é um grande estraga-prazeres. mas em que mundo estamos homessa!
acontece com todos os prazeres da vida. vida dura. tudo que gostamos de fazer por prazer tem um limite contido no próprio prazer. sexo, por exemplo. há um limite entre o apetite, a performance e o saciamento. quanto mais se gosta de fazer menos prazer ele dará, a não ser evidentemente que você seja um príapo ou padeça do furor uterino que comete algumas entidades, que nem assim livram-se totalmente da ameça do tédio do prazer, um dos mal estares da nossa civilização.
o chato disso tudo, é que pousa inadvertidamente sobre a nossa cabeça a máxima de que a virtude está no meio. mas que virtude há em limitar o prazer pela mediação, quando se é um hedonista, mesmo que amador?
descobre-se assim que o prazer é um grande estraga-prazeres. mas em que mundo estamos homessa!
Monday, July 09, 2007
a sétima maravilha do mundo
se a simplicidade é a característica da maravilha que poderia ser o ser humano, porque todas as nossas escolhas sempre são voltadas para a grandiloquência e a espetacularidade?
em todas estas obras consideradas maravilhas do gênio humano não há umazinha sequer que não carregue atrás de sí um rabo preso de mortantade, incivilidade e opressão do ser humano por outros assim chamados seres humanos que se queriam maravilhosos.
em todas estas obras consideradas maravilhas do gênio humano não há umazinha sequer que não carregue atrás de sí um rabo preso de mortantade, incivilidade e opressão do ser humano por outros assim chamados seres humanos que se queriam maravilhosos.
Saturday, July 07, 2007
a gala da ginática
as asas em espuma pintadas e recortadas da daniele hypólito - que de angelical não tem nada - refletem a indulgência de um país que se quer capaz de organizar jogos, copas e olímpíadas e não consegue sair do figurino rastaqueiro de algo que nem assim seria tratado pior num esquete de escola de periferia.
em tempos de novas tecnologias e rigor artístico, esportivo e figurinístico, a tal fantasia de que temos um parque instalado de primeiro mundo para fortalecer a nossa ginástica enquanto técnica, músculos e cérebros visualizou-se desengoçada pela utilização de um elemento cênico inimáginável por tamanha má utilização, não estivessemos nós na terra dos enredos de escola de sambas, sem contar com tamanhas atravessadas nas sincronizações. a começar dos pequenos, onde ignorou-se a máxima que é de menino que se torce o pepino, coisa que os países da europa de leste sempre mostraram como se faz, longe do improviso do jeitinho que a tudo amálgama e perdoa.
para azar da nossa infelicidade enquanto terceiro mundo a globo ainda transmitiu tudo isso como se vergonhoso não fossse o que estava estampado na cara da torcida que fazia ginástica para não ir embora tamanha sucessão de vexames.
em tempos de novas tecnologias e rigor artístico, esportivo e figurinístico, a tal fantasia de que temos um parque instalado de primeiro mundo para fortalecer a nossa ginástica enquanto técnica, músculos e cérebros visualizou-se desengoçada pela utilização de um elemento cênico inimáginável por tamanha má utilização, não estivessemos nós na terra dos enredos de escola de sambas, sem contar com tamanhas atravessadas nas sincronizações. a começar dos pequenos, onde ignorou-se a máxima que é de menino que se torce o pepino, coisa que os países da europa de leste sempre mostraram como se faz, longe do improviso do jeitinho que a tudo amálgama e perdoa.
para azar da nossa infelicidade enquanto terceiro mundo a globo ainda transmitiu tudo isso como se vergonhoso não fossse o que estava estampado na cara da torcida que fazia ginástica para não ir embora tamanha sucessão de vexames.
Wednesday, July 04, 2007
divino instinto
fatalmente há de acontecer. de nada adianta ter ou não ter fé. a fé é algo circustancial nos seus preditos e resultados. a inexorabiidade não. ela é imutável. ante a inexorabilidade há quem contraponha a fé mas é uma questão de tempo que costuma derrotar a fé, que sendo humana, cansa. ante a fé não se trata de contrapor a não fé. a calma em lugar do desepeser ou ou vice-versa. não se trata de resignação ou anátema mas apenas de manifestar a fé na inexorabilidade. se há coisa que não falta é ela. esteja onde você estiver qualquer que seja o tempo. só a inexorabilidade é fiel.
Thursday, June 28, 2007
retrato em preto e branco

dizem que os índios não se deixam fotografar porque acreditam que a foto lhes rouba a alma. eu também acredito nisso piamente. por isso detesto fotos, detesto ser fotografado, salvo aquelas muito editadas, a meu gosto evidentemnte.
mas quem não é assim? mesmo aqueles que adoram ser fotografados?
fazer pose é fundamental. tirar várias e várias fotos também. mesmo amadores, quando tem possibilidade, fazem isso, agora ainda mais com as possibilidades inesgotáveis das máquinas digitais que permitem dezenas, centenas de fotos. profissionais então, muitas, para que seja feita a escolha da foto que lhe convém.
mas há uma exceção de onde a alma de ninguém escapa. o retrato para os documentos. já reparou que estes ninguém mostra? e se mostra sempre diz que está horrível neste retrato?
pois bem, esta é a nossa verdadeira alma. horrível. é por isso que a fotografia, como dizem os índios, nos rouba a alma. a alma idealizada do homem dito civilizado que ser quer diferente daquilo que realmente é.
quanto aos índios, seu temor da caixa fotográfica é justamente o inverso. que ela lhes roube o que tem de mais puro, deixando para futuras revelações o que hoje se vê da realidade que ninguém quer fotografar,
nunca é demais pensar que nós também já fomos índios algum dia, pelo menos antes da alma nos ser roubada. e nem falamos dos tempos de agora onde nosso espectro a procura da fama faz qualquer foto de lambe-lambe parecer obra de arte.
alcançando o nirvana
escrevo sempre com alguns dos cachorros aos meus pés. invariavelmente lá pelas tantas da madrugada um deles se aproxima e com a pata posta sobre a minha perna interrompe a escrita com um pedido de cafuné.
devidamente assoberdado, tento resistir inflando-me da autodisciplina da não interrupção para tentar dar um ar sério a girandôla de palavras as quais tento atribuir utilidade em significação e que talvez por isso mesmo caçoam de mim como bolas de gude a fugir-me das mãos.
mas quem resiste a um rabo abanando? e olhe que não é de nenhuma mulata mas apenas de um cachorro vira-lata que me convida de volta à vida que esquecemos onde está.
no momento que acedo a seu pedido o mundo torna-se perfeito porque pára de existir. somos só eu e o cachorro que me conduz ao nirvana onde ele e eu somos uma só respiração.
neste momento percebo o quão é tão difícil para os monges budistas, mesmo os tibetanos, alcançar o nirvana: eles não tem rabos de cachorro a abanar-lhes a vida demostrando o quanto é inútil esta postura de lótus que ainda periga nos deixar bífidos com o rabo sem balanço.
esqueça o dalai lama. preste atenção nos rabos que abanam, de preferência naqueles que estavam petrificados pelo abandono e maus tratos, e que você ao retirar da rua, do canil municipal, da casa de onde não tem amigos, do fim da feira fétida, fez abanar.
devidamente assoberdado, tento resistir inflando-me da autodisciplina da não interrupção para tentar dar um ar sério a girandôla de palavras as quais tento atribuir utilidade em significação e que talvez por isso mesmo caçoam de mim como bolas de gude a fugir-me das mãos.
mas quem resiste a um rabo abanando? e olhe que não é de nenhuma mulata mas apenas de um cachorro vira-lata que me convida de volta à vida que esquecemos onde está.
no momento que acedo a seu pedido o mundo torna-se perfeito porque pára de existir. somos só eu e o cachorro que me conduz ao nirvana onde ele e eu somos uma só respiração.
neste momento percebo o quão é tão difícil para os monges budistas, mesmo os tibetanos, alcançar o nirvana: eles não tem rabos de cachorro a abanar-lhes a vida demostrando o quanto é inútil esta postura de lótus que ainda periga nos deixar bífidos com o rabo sem balanço.
esqueça o dalai lama. preste atenção nos rabos que abanam, de preferência naqueles que estavam petrificados pelo abandono e maus tratos, e que você ao retirar da rua, do canil municipal, da casa de onde não tem amigos, do fim da feira fétida, fez abanar.
Wednesday, June 27, 2007
o direito a preguiça
os jovens, e nesta categoria enquadram-se os muito jovens, os nem tanto assim, e os pra lá de jovens,não conseguem arranjar emprego porque são jovens.
os velhos, e nesta categoria enquadram-se os mais velhos, os menos velhos, os velhos velhos e os quase velhos, porque são velhos.
mas o pior acontece com os de meia-idade: não conseguem emprego porque ficaram no meio do caminho e não são uma coisa nem outra. e como não podem ficar mais jovens devem ficar um bom tempo desempregados até ficarem velhos o suficente para não arranjar emprego porque são velhos.
aliás, é inacreditável, como mesmo assim continuam trabalhando apesar de não conseguirem emprego.
talvez este seja o mal de todas as idades. as pessoas querem empregos e simplesmente não conseguem trabalhar na maioria dos casos por isso mesmo.
o emprego, conclui-se, é uma coisa que dá muito trabalho conseguir, e isto cansa. por isso mesmo é melhor empregar seu tempo num trabalho mais produtivo.
os velhos, e nesta categoria enquadram-se os mais velhos, os menos velhos, os velhos velhos e os quase velhos, porque são velhos.
mas o pior acontece com os de meia-idade: não conseguem emprego porque ficaram no meio do caminho e não são uma coisa nem outra. e como não podem ficar mais jovens devem ficar um bom tempo desempregados até ficarem velhos o suficente para não arranjar emprego porque são velhos.
aliás, é inacreditável, como mesmo assim continuam trabalhando apesar de não conseguirem emprego.
talvez este seja o mal de todas as idades. as pessoas querem empregos e simplesmente não conseguem trabalhar na maioria dos casos por isso mesmo.
o emprego, conclui-se, é uma coisa que dá muito trabalho conseguir, e isto cansa. por isso mesmo é melhor empregar seu tempo num trabalho mais produtivo.
Monday, June 25, 2007
com medo ou com pedro?
e aí, você pensa com o coração, com a razão ou com o bolso? que é o símbolo da razão exarcebada ou do coração atrofiado.
eu não penso, pensou o que pensa bem antes de tomar a decisão. mas ai já era tarde. já havia tomado a decisão.
eu não penso, pensou o que pensa bem antes de tomar a decisão. mas ai já era tarde. já havia tomado a decisão.
Friday, June 22, 2007
tiro pela culatra

quando pequenos muitos dos meninos da vizinhança se divertiam amarrando bombas no rabo dos gatos. nunca fui disto. era um menino cagão como se dizia na época. no máximo acertei 3 ou 4 lagartixas, com badoque que me maldiz a mão até hoje. suas caudas voltaram a crescer. eu cresci mas o menino nunca mais ficou bom da mão. mas bomba em gatos não. suas caras apavoradas frequentam minhas tenras lembranças até hoje como um pesadelo do qual a memória não me deixa acordar. e nas situações em que me vejo agoniado tenho-lhe a cara do desespero, muito embora nunca tenha ficado realmente despesperado ante a morte que ainda brinca de esconde esconde.
hoje, ante-véspera de são joão, vejo o desespero de algum dos meus cachorros e dos gatos do telhado, com as bombas que ribombam incessantemente como se fossem um bombardeiro interminável. e escapo-me a pensar que tal qual deviam sentir-se as lagartixas sobre fogo cruzado dos atiradores
e daquilo de menino que não cresceu em mim - praga talvez das lagartixas - bate-me uma vontade tinhosa de amarrar um bomba no rabo de cada um desses que soltam fogos nas festas de são joão como se estivessem amarrando fogos na cauda do gato.
mas como sabem, nunca mais fiquei bom de mão ou seria ainda aquela coisa de cagão?
Thursday, June 21, 2007
nem imortalidade nem ressureição
uma vez definitivamente provado que a imortalidade não existe, não custa lembrar que o que estava em jogo ontem não era só o ser imortal, era a própria ressureição.
como a libertadores acabou, nesta o grêmio não resusscita mesmo. o diabo é que vem o internacional por aí com aquele vermelho inferno.
até se ganhar, é purgatório.
como a libertadores acabou, nesta o grêmio não resusscita mesmo. o diabo é que vem o internacional por aí com aquele vermelho inferno.
até se ganhar, é purgatório.
Wednesday, June 20, 2007
historinha de minifúndio
eu tenho uma terrinhas. daquelas que você compra mas não tem dinheiro pra construir.já tentaram invadir,diminuir,e até crescer,contanto que eu ajudasse a terra de outras a crescer muito mais.
é um lugar onde quero morar até onde possa viver. pra ficar bem com todos tenho de subverter a minha consciência e não apontar que andaram metendo a mão no terreno que era destinado a equipamentos para a comunidade. aliás,se fizer isto,não só fico bem com a turma do poder como de repente ainda faço carreira política no local que se quer turístico. afinal como publicitário, pegava bem ser o secretário do turismo do local que tem uma anta a se dizer de um. e o que é ainda melhor: ainda abocanhava de favores outra terrinha ao lado que deveria ser uma pequenina, bem pequenina, mas ainda assim importante área verde, que ao final das contas era o que faria mesmo com a própria.
os meus valores estão para a minha consciência como uma minifundio da sobrevivência da minha existência enquanto pessoa. a terrinha extra,que só vai me dar mais problemas, pois se não tenho dinheiro nem para murar uns parcos 3 mil metros,como vou murar mais uns 1.500? são o latifúndio que por poucos metros podem me transformar no crápula latente que existe em todos nós nestes tempos onde qualquer vantagem é a diferença entre a vida e a morte do homem premido entre a subserviência e a sobrevivência.
a barriga tem consciência ou a consciência da barriga acaba sempre falando mais alto?
é um lugar onde quero morar até onde possa viver. pra ficar bem com todos tenho de subverter a minha consciência e não apontar que andaram metendo a mão no terreno que era destinado a equipamentos para a comunidade. aliás,se fizer isto,não só fico bem com a turma do poder como de repente ainda faço carreira política no local que se quer turístico. afinal como publicitário, pegava bem ser o secretário do turismo do local que tem uma anta a se dizer de um. e o que é ainda melhor: ainda abocanhava de favores outra terrinha ao lado que deveria ser uma pequenina, bem pequenina, mas ainda assim importante área verde, que ao final das contas era o que faria mesmo com a própria.
os meus valores estão para a minha consciência como uma minifundio da sobrevivência da minha existência enquanto pessoa. a terrinha extra,que só vai me dar mais problemas, pois se não tenho dinheiro nem para murar uns parcos 3 mil metros,como vou murar mais uns 1.500? são o latifúndio que por poucos metros podem me transformar no crápula latente que existe em todos nós nestes tempos onde qualquer vantagem é a diferença entre a vida e a morte do homem premido entre a subserviência e a sobrevivência.
a barriga tem consciência ou a consciência da barriga acaba sempre falando mais alto?
Tuesday, June 19, 2007
cisco no colírio

por que choras? perguntava o homem que chorava a moça que chorava junto apiedada dele que sem saber porque já chorava um pouco mais ao ver a moça tão bonita assim chorar tão feio que não sabia ele por causa dele que não sabia ela agora chorava ainda mais por causa dele que perguntava sem cessar por que choras?
Saturday, June 16, 2007
conto para o guardanaposdeescriturario.blogspot.com
do meu pai não herdei muitas qualidades que não sei se ele tinha ou se eu não soube colher entre a nossa convivência de vida arrancada e atribulada
mas herdei-lhe a barriga, e que por isso mesmo quero eliminá-la.
sabe-se lá se eu não estou grávido de mais um estorvo?
mas herdei-lhe a barriga, e que por isso mesmo quero eliminá-la.
sabe-se lá se eu não estou grávido de mais um estorvo?
Friday, June 15, 2007
a pedra do reino

a rede globo investe maciço no seu projeto de tornar um dos mais reacionários dos nossos escritores em pedra de toque da cultura nordestina-brasileira usando com permissidade recíproca o avatar ariano suassuna para encher os olhos de juris e compradores nas próxima feira de compra de programas internacional. o universo suassunesco, tratado pelo "experimentalismo datado " do "primo luiz", um quase armorialista de ocasião, serve bem ao propóstito, e ainda a outros como atestar a força da nordestinidade dos 35 anos globais na hoje mais que nunca sede cultural das sesmarias de riba. no contexto "cultural" de um pernambuco que a tudo devora e diz sua cultura o paraibano suassuna foi operacionalizado de radical a radicado, esta sim uma pedra do seu novo reino, monarca da terra que já quase pária se quer renascida como lugar onde além de nascer a pátria nascedouro da nova cultura beatnik-mangue.
a globo não importa liderar o ibope do horário. o foco não é este. sua estratégia tampouco é qualificar a programação. e sim, através da estranheza da dita arte, menos literária, mais teatral, em nada televisiva, não cinema mais linguagem de vídeo experimental datado, nele incrustando para além da película, marca de jogo de meninos grandes, a crônica deficiência, cultural?, do eterno som de merda do cinema nacional, e da construção narrativa em linguagem de letras e lentes que compreendem muito mais os malucos das feiras nordestinas do que o telespectador da classe média periférica que ainda sintoniza a televisão, afirmar sua supremacia na realização de um espetáculo de deleite do esvaziado padrão global já que desaprendeu a fazer com competência comercial televisão.a aparente contradição de produzir um produto não comercial para afirmar a sua supremacia é o grande texto de quaderna.
quanto a ariano, detestável por algumas de suas posições, tornou-se um escritor vivente de seu maior personagem: ele mesmo, cada vez mais show e menos aula, para além da rabujice agora gênero que o faz tão simpático as novas gerações.
aliás, os oitenta anos de ariano e brenannd dão a tônica do que a arte e o pensamento de elite provocou e provoca no movimento cultural do pernambuco do hoje em dia. um escritor dito popular que se tornou rei no momento que intepretou o papel de bobo, e por outro lado a excrescência da pedra adulterada pelo viés burguês do bem nascido com sua visão de elite processando a pulsão que move da arte popular gerada entre o ricochete da fé, sua expressão religiosa, e o céu inferno do sexo.
enquanto isto abelardo da hora o verdadeiro homem da pedra não tem as honras do reino, para por de vez uma pedra no assunto.
Thursday, June 14, 2007
relaxe e goze
a frase insuspeita de uma sexóloga como marta suplicy na qualidade de ministra do turismo confirma a falta de visão do povo brasileiro em relação a seus políticos.
sem querer querendo, marta, que não tem suplicy à toa no nome(alguma relação como suplício pode se tratar de mera flatulência) deu a chave para a resolução de todos os nossos problemas, assim como uma espécie de osho ajustada ao linguajar nacional.
bala perdida? relaxe e goze. gasolina adulterada? relaxe e goze(aproveite que a mangueira e também o cano da escopeta são fálicos). greve do metro ? relaxe e goze.
enfim uma lista sem fim de mil e uma utilidades que deixa bombril no chinelo. a lista, pode e deve ser complementada de acordo com as especificidades de cada um. a família tem 12 membros e o salarío mínimo catado no papel só dá para alimentá~los por uma semana? relaxe e goze(notou a propriedade entre membros e gozo - coletivo de 12 por acaso não seria gozação?)
certo é que a ministra com seu sorrisozinho de desdém foi acusada de tripudiar da parcela da população brasileira que pode andar avião e tirar férias(não seria esta parte da população que anda a desdenhar da outra?)
e assim a ministra, que num rompante quase orgástico(o modelinho não ajudava muito) nos deu a solução para as nossas maleitas foi apedrejada pelo antojo nacional conduzido pela mídia que orquestrou-la contra a parede.
assim premida, soltou uma nota, nota esta que não se sabe se abduzida ou estimulada por sua própria vontade.
de qualquer maneira, não lhe deve ter sido assim tanto penar. bastava-lhe a si seguir o próprio conselho: relaxe e goze. depois das agruras da gafe ser ministro sempre, de um jeito ou de outro, compensa. basta ver o volteface que pemitiu o outrora gozado ministro da defesa ressurgir como patrono do relaxamento responsável.
afinal,enquanto todos relaxam e gozam alguém ter de manter-se duro. para o caso da necessidade de um estado onde se goze sem relaxar.
sem querer querendo, marta, que não tem suplicy à toa no nome(alguma relação como suplício pode se tratar de mera flatulência) deu a chave para a resolução de todos os nossos problemas, assim como uma espécie de osho ajustada ao linguajar nacional.
bala perdida? relaxe e goze. gasolina adulterada? relaxe e goze(aproveite que a mangueira e também o cano da escopeta são fálicos). greve do metro ? relaxe e goze.
enfim uma lista sem fim de mil e uma utilidades que deixa bombril no chinelo. a lista, pode e deve ser complementada de acordo com as especificidades de cada um. a família tem 12 membros e o salarío mínimo catado no papel só dá para alimentá~los por uma semana? relaxe e goze(notou a propriedade entre membros e gozo - coletivo de 12 por acaso não seria gozação?)
certo é que a ministra com seu sorrisozinho de desdém foi acusada de tripudiar da parcela da população brasileira que pode andar avião e tirar férias(não seria esta parte da população que anda a desdenhar da outra?)
e assim a ministra, que num rompante quase orgástico(o modelinho não ajudava muito) nos deu a solução para as nossas maleitas foi apedrejada pelo antojo nacional conduzido pela mídia que orquestrou-la contra a parede.
assim premida, soltou uma nota, nota esta que não se sabe se abduzida ou estimulada por sua própria vontade.
de qualquer maneira, não lhe deve ter sido assim tanto penar. bastava-lhe a si seguir o próprio conselho: relaxe e goze. depois das agruras da gafe ser ministro sempre, de um jeito ou de outro, compensa. basta ver o volteface que pemitiu o outrora gozado ministro da defesa ressurgir como patrono do relaxamento responsável.
afinal,enquanto todos relaxam e gozam alguém ter de manter-se duro. para o caso da necessidade de um estado onde se goze sem relaxar.
Subscribe to:
Posts (Atom)